Encontro

Lula recebe Luciana Santos de olho nas eleições de 2022

O ex-presidente Lula reiterou seu apoio à aprovação do modelo de federação para as eleições de 2022, amplamente defendido pelo PCdoB para garantir sua sobrevivência no próximo pleito

Mirella Araújo
Mirella Araújo
Publicado em 07/07/2021 às 17:58
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STUCKER / DIVULGAÇÃO
PÓS-BOLSONARO Conversa partiu do princípio de que a esquerda terá chance de dar uma "virada" nas urnas - FOTO: STUCKER / DIVULGAÇÃO
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A vice-governadora de Pernambuco e presidente nacional do PCdoB, Luciana Santos (PCdoB) esteve reunida, nesta quarta-feira (7), com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em São Paulo, onde falou sobre a necessidade de discutir uma “agenda brasileira pós Bolsonaro”. O encontro contou com a presença da presidente nacional do PT, a deputada federal Gleisi Hoffmann, e do vice-presidente Nacional do PCdoB, Walter Sorrentino.

“Uma troca de ideias importante sobre o momento que atravessamos no Brasil”, comentou Luciana, em seu perfil no Twitter. “Uma ótima conversa onde pudemos discutir soluções de maneira positiva, a partir da perspectiva de quem, assim como nós, acredita que vamos ter um momento de virada no Brasil”, complementou.

Ao JC, a presidente do PCdoB explicou que essa agenda seria, na verdade, uma espécie de plano de emergência para desenvolver políticas que possam atender as demandas da população mais carente e no resgate da soberania do país, o que inclui reestabelecer a relação internacional e focar na geração de emprego e renda. Sobre a vinda do ex-presidente à Pernambuco, Luciana Santos disse que ainda não há uma data fechada mas que seria no final de julho. Entre os compromissos com o PT, Lula irá à mesa com o governador Paulo Câmara (PSB) para selar a reaproximação entre os partidos e discutir a conjuntura nacional e estadual para 2022.

O líder petista também fez menção ao encontro em suas redes sociais, declarando que apoia a ideia de federação partidária, modelo defendido pelo PCdoB para as eleições de 2022. “O PcdoB sempre terá minha solidariedade por sua luta na defesa do povo brasileiro”. Inclusive, a vice-governadora esteve em Brasília nessa terça-feira (6), em reunião com o presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), para tratar da reforma política.

Hoje eu e a @gleisi estivemos com os companheiros do PCdoB @lucianasantos e @wsorrentino discutindo o enfrentamento a Bolsonaro. Reiterei meu apoio à ideia da Federação Partidária. O PCdoB sempre terá minha solidariedade por sua luta na defesa do povo brasileiro.

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O PCdoB ficou enfraquecido nas eleições presidenciais de 2018 por conta da cláusula de barreira, que restringiu o funcionamento do partido que não alcançou ao menos 1,5% dos votos. Para garantir acesso às eleições, ao fundo partidário e ao tempo de rádio e TV, o partido chegou a se incorporar ao Partido Pátria Livre (PPL). Para as eleições de 2022, o limite legal da cláusula de barreira é de 2% dos votos. 

“A convite do presidente Artur Lira, estivemos - os presidentes de partidos de oposição - na Câmara dos Deputados para discutir a necessidade de votar os projetos da reforma política, como as federações partidárias, o código eleitoral, voto impresso e o sistema eleitoral. Buscamos construir consensos e aprofundaremos as discussões entre parlamentares e a sociedade, inclusive no período de recesso, para que o tema venha à ordem do dia no início de agosto”, afirmou Luciana Santos. A expectativa é que a reforma política possa ser votada até o dia 4 de agosto. 

PERNAMBUCO

“Não há nada certo na política pernambucana. Não está certo quem será o candidato a governador da Frente Popular”. A afirmação do deputado federal Renildo Calheiros (PCdoB), mostra que seu partido ainda está na busca por um consenso dentro do grupo liderado pelo PSB sobre a chapa majoritária de 2022. Segundo o parlamentar, apesar de considerar o ex-prefeito do Recife, Geraldo Julio, como um nome forte para a sucessão do governador Paulo Câmara, outros nomes podem surgir até o martelo ser batido.

Inclusive, Renildo também comentou sobre a vaga do Senado, almejada por partidos que compõe o arco da aliança do palanque socialista. "Há vários postulantes, vários partidos que integram a Frente Popular, que já apresentaram nos bastidores e publicamente, que pleiteiam essa vaga. Não tem nada certo que será do PT, do PSB, isso não está resolvido na Frente”, declarou em entrevista à Rádio Clube, nesta quarta-feira (7).

Sobre a relação entre o PT e o PSB, Renildo Calheiros explica que a disputa entre os partidos não faz bem para o quadro de Pernambuco, tão pouco contribui para o cenário nacional. “Nós trabalhamos uma grande aliança, isso não é segredo para ninguém. Achamos que a disputa com o PSB com o PT não faz bem para o quadro de Pernambuco, não contribui com o quadro nacional. Trabalhamos para aparar estas arestas e formar uma grande frente para vencer de novo em Pernambuco e derrotar Bolsonaro. Vamos ver com qual candidato a gente derrota Bolsonaro. Ainda está cedo”, declarou.

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