Presidenciável

'Vou fazer uma declaração de amor a Raquel Lyra: eu a adoro, ela é brilhante', diz João Doria, governador de São Paulo

Raquel, que lidera os tucanos em Pernambuco, é cotada pela oposição do Estado para representar o grupo nas urnas no pleito do ano que vem, na sucessão do governador Paulo Câmara (PSB)

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 20/07/2021 às 16:52
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GOVERNO DE SP/DIVULGAÇÃO
João Doria (PSDB), governador de São Paulo - FOTO: GOVERNO DE SP/DIVULGAÇÃO
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O governador de São Paulo, João Doria, que deseja disputar a presidência da República pelo PSDB, afirmou nesta terça-feira (20) que nutre uma profunda admiração pela prefeita de Caruaru, Raquel Lyra (PSDB), e que gostaria de contar com ela na campanha de 2022, caso realmente concorra ao Palácio do Planalto. Raquel, que lidera os tucanos em Pernambuco, é cotada pela oposição do Estado para representar o grupo nas urnas no pleito do ano que vem, na sucessão do governador Paulo Câmara (PSB).

"Vou fazer aqui uma declaração de amor a Raquel Lyra: eu adoro a Raquel Lyra, ela é brilhante. Brilhante como prefeita, como política, como ser humano, como cidadã, como patriota, como brasileira, como filha, como mulher, sou um profundo admirador. Aliás, sou um admirador também do pai dela, João Lyra, que foi governador de Pernambuco. Portanto, sem a menor sombra de dúvidas, Raquel Lyra é um dos melhores valores da política do Nordeste brasileiro, uma mulher de extrema capacidade, não terei a menor dúvida de somar com ela, caso vença as prévias, para sensibilizar o eleitorado de Pernambuco. E apoiar também a Raquel Lyra no seu futuro, um dos grandes nomes da política do Nordeste brasileiro e um dos grandes nomes femininos da política nacional", declarou Doria, em entrevista à Rádio Clube, pela manhã.

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O PSDB realizará prévias para definir quem será o seu candidato à presidência no dia 21 de novembro. Até o momento, além de Doria, já afirmaram que vão participar da eleição interna o senador Tasso Jereissati, o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, e o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio.

Na última segunda-feira (19), o presidente nacional do PSDB, o pernambucano Bruno Araújo, afirmou ao jornal O Globo que o partido pode não ter candidato próprio no pleito de 2022, apoiando um aliado de outra sigla, pois "ninguém pode querer apoio sem ter disposição de apoiar". Sobre a declaração, Doria evitou fazer críticas ao correligionário, mas afirmou que o processo de prévias deve fortalecer o nome que for escolhido pelos tucanos para a disputa pela presidência.

"A colocação do Bruno foi sensata, talvez um pouco exagerada no título da matéria. O Bruno apoia as prévias no PSDB, prévias que vão definir quem será o candidato do partido, e ele sairá fortalecido de lá, exatamente para compor, não a terceira via, mas a melhor via, e obviamente terá a oportunidade de dialogar, fortalecido pelas prévias, com outros partidos que possam o ajudar e compor com esse centro democrático, com esse polo democrático que não é nem Lula nem Bolsonaro, nem extrema-esquerda, nem extrema-direita", colocou o governador paulista.

Na ocasião, Doria também mencionou que, caso não seja o escolhido pela agremiação para a disputa nacional, não concorrerá à reeleição em São Paulo e também não deixará o PSDB para participar da eleição à presidência por outro partido. Além disso, o gestor disse acreditar que, pelo que têm mostrado as últimas pesquisas de intenção de voto, acha muito improvável que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) chegue ao segundo turno em 2022.

"A queda de Bolsonaro nas pesquisas é de muita evidência. Ele caiu em janeiro, fevereiro, março, abril, maio junho e julho, já na primeira pesquisa realizada e divulgada este mês pelo Datafolha, entre outros institutos sérios de pesquisa. Ele vem caindo sistematicamente, não de maneira acelerada, mas vem caindo todos os meses. Eu acho pouco provável que ele dispute o segundo turno. Já o ex-presidente Lula (PT) está mantendo uma estabilidade na sua posição, o que é mais provável que o leve para o segundo turno. E a melhor via, que é a que eu defendo, do centro democrático, poderá disputar justamente com o Lula no segundo turno e, se isso ocorrer, terá boas chances de vencer", observou o tucano.

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