Justiça

Acusada de mandar matar o marido, Flordelis é presa no Rio de Janeiro

Flordelis é acusada de ser a mandante da morte do então marido, o pastor Anderson, em 2019

Estadão Conteúdo Douglas Hacknen
Estadão Conteúdo
Douglas Hacknen
Publicado em 13/08/2021 às 19:13
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REPRODUÇÃO DE VÍDEO/REDES SOCIAIS
Ex-deputada gravou vídeo momentos antes de ser presa - FOTO: REPRODUÇÃO DE VÍDEO/REDES SOCIAIS
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A ex-deputada federal Flordelis foi presa no início da noite desta sexta-feira (13), em sua casa, na cidade de Niterói, no Rio de Janeiro. Ela teve a prisão preventiva decretada pela juíza Nearis dos Santos Carvalho Arce, da 3ª Vara Criminal, após ser cassada e ter perdido a imunidade parlamentar. A pastora é acusada de ser a mandante da morte do então marido, o pastor Anderson, assassinado na porta de casa em 16 de junho de 2019.

No momento em que deixou a residência, Flordelis carregava uma Bíblia. "Amo vocês, fé em Deus", disse aos familiares

Prisão aconteceu cerca de 48 horas após o mandato da pastora na Câmara dos Deputados ter sido cassado.

Pouco antes de ser conduzida para a delegacia, Flordelis divulgou um vídeo falando que estava indo presa. "Não sei qual o propósito de Deus para mim nesse momento, mas vou de cabeça erguida porque sei que sou inocente, quero agradecer todo o carinho e apoio dos que acreditam em mim e peço que continuem orando", disse.

O pedido do Ministério Público

O Ministério Público do Rio de Janeiro pediu nesta sexta-feira (13) a prisão preventiva da ex-deputada. Ela foi denunciada em abril do ano passado pelo assassinato do marido, o pastor Anderson do Carmo de Souza, mas nunca chegou a ser presa em razão da imunidade parlamentar. Com a cassação do mandato aprovada nesta semana pelo plenário da Câmara dos Deputados, a Promotoria fluminense decidiu pleitear a preventiva.

Entre os argumentos usados pelo MP estavam uma suposta tentativa de embaraçar as investigações e a "gravidade da conduta criminosa". Ela foi apontada na denúncia como a mentora intelectual do crime.

"Ao longo de toda a persecução penal, que ainda não se findou, restou claro que a liberdade da ré colocava em risco tanto a instrução criminal quanto a aplicação da lei penal. Mesmo sendo cabível e necessária a prisão preventiva, a sua decretação não foi possível, restando apenas a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, que, por sinal, nunca foram suficientes para o resguardo dos bens jurídicos", escreveu o promotor Lucas Caldas Gomes Gagliano, que assina o pedido.

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