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Jair Bolsonaro desiste de pedir impeachment do ministro do STF Luís Roberto Barroso

Aliados do presidente aconselharam uma volta atrás na ideia do impeachment de Barroso, para evitar elevar ainda mais a temperatura da crise institucional

JC
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Publicado em 25/08/2021 às 12:06
SERGIO LIMA / AFP
Presidente Jair Bolsonaro afirmou que pediria ao Senado abertura de processo contra Luis Roberto Barroso - FOTO: SERGIO LIMA / AFP
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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) não deverá mais pedir ao Senado o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso. A informação é da coluna de Lauro Jardim, do jornal O Globo, nesta quarta-feira (25).

Bolsonaro teria desistido após um acordo com ministros do governo que, de acordo com o colunista, comemoraram "aliviados" a postura do chefe do Executivo.

Na sexta-feira, 20, Jair Bolsonaro protocolou junto ao Senado pedido de impeachment de outro ministro do STF, Alexandre de Moraes, que é autor de processos que atingem o presidente e seus aliados, a exemplo da prisão de Roberto Jefferson no dia 13 deste mês.

"Não pode um ministro do Supremo, no caso o Alexandre de Moraes, ele mesmo abre o inquérito, ele investiga, ele julga e ele prende. Não tem nem a participação do Ministério Público, nada", reclamou o presidente. "Vai fazer diligência? Vai fazer uma busca e apreensão na minha casa? Vai me (sic) sancionar nas mídias sociais por caso? Será que ele vai chegar a esse ponto?", afirmou.

As tensões entre Executivo e Judiciário incentivam ainda alguns militantes bolsonaristas, que organizam uma manifestação para o feriado de 7 de setembro.

Apesar das críticas a Moraes e as recentes trocas de farpas com o presidente da corte eleitoral, Luís Roberto Barroso, o presidente negou que ataque todos os magistrados do STF. "Não pode alguns poucos ministros, poucas autoridades, se tornarem donos do mundo, donos da verdade. Quando eu falo do ministro Barroso e do Alexandre, estou falando de 2 dos 11 ministros do Supremo", disse. "Isso faz parte da vida democrática."

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