Confusão

Discussão de passaporte vacinal em Porto Alegre tem briga e cartaz com suástica

Tumulto só terminou quando os manifestantes foram embora após a ação da segurança da casa legislativa

Estadão Conteúdo
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Publicado em 21/10/2021 às 9:44
Elson Sempé Pedroso / CMPA / Divulgação
Manifestantes e vereadores discutiram na Câmara de Porto Alegre - FOTO: Elson Sempé Pedroso / CMPA / Divulgação
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Os vereadores da Câmara de Porto Alegre discutiam nesta quarta-feira (20) o projeto que exige o passaporte vacinal em eventos esportivos na cidade, quando manifestantes contrários à proposta expuseram cartazes em repúdio ao passaporte vacinal. Uma das imagens continha uma suástica, símbolo nazista. Foi neste momento em que a confusão começou.
O vereador Idenir Cecchim (MDB), que presidia a sessão, pediu imediatamente que se retirasse a mulher que carregava o cartaz. Houve bate-boca, empurrões e até troca de socos entre os manifestantes e alguns vereadores.
 
O tumulto só terminou quando os manifestantes foram embora após a ação da segurança da casa legislativa e a chegada da Guarda Municipal e Brigada Militar. Na confusão, o vereador Cláudio Janta foi mordido em um dedo da mão.

Histórico

Há pelo menos duas sessões os vereadores discutem o veto parcial do prefeito Sebastião Melo (MDB) ao projeto que autoriza a presença de público em eventos esportivos no Município de Porto Alegre durante o período em que vigorar o estado de calamidade pública.
 
Melo sancionou o projeto, mas vetou a emenda que obrigava o ingresso do público mediante apresentação de carteira de vacinação alegando que este era um assunto que estava sendo discutido na Câmara.
 
O prefeito teria tomado essa decisão para evitar atrito com parte da base, vereadores bolsonaristas que são opositores à vacinação obrigatória contra a covid-19. Uma hora depois do episódio a sessão foi retomada e os vereadores seguem discutindo o veto do governo.
 
Uma hora depois do episódio a sessão foi retomada e os vereadores seguiram discutindo o veto do prefeito que ao final da tarde foi mantido com 18 votos a favor da derrubada e 14 contra. Eram necessários 19 votos para derrubar o veto.

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