Inquérito

Aras reconhece resultados da CPI da Covid e diz que 'avançará nas apurações'

O relatório final da CPI foi aprovado na terça-feira (27) por 7 votos a 4 e o parecer encaminha um total de 80 indiciamentos

Estadão Conteúdo
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Publicado em 27/10/2021 às 13:13
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Antonio Augusto/Secom/MPF
Procurador-geral da República, Augusto Aras, recebeu, há pouco, relatório final da CPI da Covid - FOTO: Antonio Augusto/Secom/MPF
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Após senadores da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid entregarem o relatório final que acusa o presidente Jair Bolsonaro de crimes na pandemia da covid-19, em mãos, ao procurador-geral da República, Augusto Aras, nesta quarta-feira (26), o PGR afirmou que, com as informações coletadas pelo colegiado, irá avançar na apuração em relação a autoridades com prerrogativa do foro nos tribunais superiores.
Em mensagem compartilhada pelo Twitter oficial do Ministério Público Federal (MPF), Aras destacou o papel da CPI e reconheceu que o colegiado "já produziu resultados", desde denúncias e ações penais até afastamento de autoridades e investigações ainda em andamento. "Agora, com essas novas informações poderemos avançar na apuração em relação a autoridades com prerrogativa do foro nos tribunais superiores", disse ele na mensagem.
Nesta manhã, senadores se encontraram com Aras em audiência fechada por cerca de 30 minutos. Após o encontro, os parlamentares seguiram para entregar uma cópia do parecer final ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O relatório final da CPI foi aprovado na terça-feira (27) por 7 votos a 4 e o parecer encaminha um total de 80 indiciamentos. As investigações agora dependerão da Procuradoria-Geral da República (PGR), no caso dos crimes comuns, e da Câmara, nos casos de crimes de responsabilidade. O parecer do relator da comissão, Renan Calheiros (MDB-AL), pede o indiciamento de Bolsonaro por nove crimes.
Caso Aras engavete as acusações contra Bolsonaro, a cúpula da CPI da Covid traçou uma estratégia jurídica para levar o presidente a julgamento diretamente no STF.

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