EX-PRESIDENTE

Dilma Rousseff diz que admira China: 'Representa luz contra decadência ocidental'

A declaração foi dada nessa segunda-feira (22) durante debate de lançamento do livro 'China, o Socialismo do Século 21', da editora Boitempo

Marcelo Aprígio
Marcelo Aprígio
Publicado em 23/11/2021 às 7:05
ROBERTO STUCKERT FILHO/PR
FLANCO Papel de Dilma Rousseff nos governos petistas é oportunidade a ser explorada por Bolsonaro - FOTO: ROBERTO STUCKERT FILHO/PR
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A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) afirmou que admira o modelo de desenvolvimento chinês, que, na sua visão, representa um contraste com a decadência ocidental. A declaração foi dada nessa segunda-feira (22) durante debate de lançamento do livro "China, o Socialismo do Século 21", da editora Boitempo.

"A China representa uma luz nessa situação de absoluta decadência e escuridão que é atravessada pelas sociedades ocidentais", disse a ex-presidente.

"Não se pode deixar de admirar um país que sai do feudalismo, do mais brutal controle colonialista, para se tornar a segunda maior economia do mundo e a primeira em paridade de poder de compra. E tudo indica que, até o final da década, poderemos ver a China se transformar na maior economia do mundo", completou Dilma.

O livro

Escrito por Elias Jabbour (Uerj) e Alberto Gabriele (ex-economista da Unctad, agência da ONU para comércio e desenvolvimento), o livro faz uma análise do modelo de desenvolvimento chinês, focando sobretudo o papel do Estado e do Partido Comunista no processo.

"Há toda uma gama de preconceito e sujeito oculto no caso do desenvolvimento da China, pelo menos da perspectiva dos países ocidentais. Temos que entender a relação entre o partido e os instrumentos de Estado da superação da pobreza", pontuou Dilma durante a discussão.

Segundo a petista, os chineses conseguiram construir um modelo alternativo ao Consenso de Washington, como ficou conhecido o conjunto de medidas de caráter liberal aplicadas a partir dos anos 1990.

A ex-mandatária também elogiou o fato de as autoridades locais regularem setores importantes da economia, o que teria o mérito de minimizar o risco de crises. "A China não permite uma situação como a do Lehman Brothers", disse ela, em referência ao banco de investimentos americano que quebrou em 2008, deflagrando uma crise financeira internacional.

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