Petrolina

Miguel nega rompimento do clã Coelho com o governo federal e reafirma que Fernando Bezerra não disputará eleição em 2022

Na última semana, o senador foi derrotado na disputa por uma vaga no TCU. Nos bastidores, comenta-se que o próprio presidente teria trabalhado para tirar votos do pernambucano

Renata Monteiro
Renata Monteiro
Publicado em 21/12/2021 às 13:55
JONAS SANTOS / DIVULGAÇÃO
Senador Fernando Bezerra Coelho e o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho - FOTO: JONAS SANTOS / DIVULGAÇÃO
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Uma semana após o senador Fernando Bezerra Coelho (MDB) ser derrotado na disputa por uma vaga no Tribunal de Contas da União (TCU), o prefeito de Petrolina, Miguel Coelho (DEM), filho do parlamentar, reafirmou que FBC não pretende concorrer nas eleições de 2022. A vaga de ministro do TCU foi conquistada pelo senador Antônio Anastasia (PSD), que teve o nome referendado no Senado com 52 votos. Em segundo lugar ficou a senadora Kátia Abreu (PP), que recebeu 19 votos dos colegas, enquanto FBC ficou na última colocação, tendo recebido o apoio de apenas sete parlamentares.

A possibilidade de o senador pernambucano não ir às urnas no próximo ano já havia sido levantada há alguns meses pelo próprio Miguel, uma vez que o clã Coelho já tem um candidato a deputado federal (Fernando Filho), um candidato a deputado estadual (Antônio Coelho), e Bezerra Coelho dificilmente conseguiria tentar a reeleição pelo MDB, pois o partido está na base do PSB e o senador atualmente é opositor dos socialistas. Ocupar um espaço em uma eventual chapa de Miguel a governador também seria inviável, visto que o gestor municipal precisa das vagas de vice-governador e senador para angariar adesões de outros partidos à sua postulação.

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“Os meus irmãos são candidatos à reeleição, tanto Fernandinho quanto Antônio. A nossa ideia é muito clara, viabilizar um projeto majoritário, o projeto que o Democratas, que o PSL e o Podemos têm defendido, tanto que a gente fez o esforço de entregar novas adesões e apoios políticos. Nessa equação, o senador já deixou claro que não pretende participar do ponto de vista da disputa, mas ele tem outras formas de contribuir”, observou Miguel, na manhã desta terça-feira (21). Investigado em mais de um processo judicial, caso realmente opte por não concorrer, quando concluir o mandato de senador FBC perderá a prerrogativa de foro privilegiado que manteria se fosse para o TCU.

Apesar dos rumores de que o presidente, através do senador Flávio Bolsonaro (PL), seu filho, teria trabalhado para tirar votos do pernambucano na eleição para a Corte de Contas, Miguel diz que a saída do pai da liderança do governo - anunciada um dia depois da votação - não aponta para um desembarque do clã Coelho da base de Bolsonaro.

“Com o resultado da votação, poderia ser que o senador não fosse o melhor nome para fazer a interlocução política do governo. O senador deu a sua contribuição sempre que pode dar, seja na PEC dos Precatórios, na CPI da Covid e em tantos outros projetos”, pontuou. “Não há rompimento com o governo. O senador agora é que vai se dedicar com mais liberdade ao projeto de 2022”, completou Miguel.

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