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Lula volta a defender mudanças na reforma trabalhista

Segundo o ex-presidente, é necessário juntar sindicatos, empresários e o governo para estudar alterações que levem a uma legislação trabalhista adequada ao momento atual

Estadão Conteúdo
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Publicado em 22/02/2022 às 14:46
RICARDO STUCKERT
Em entrevista a revista americana, Lula disse que guerra na Ucrânia é tanto culpa de Putin como de Zelensky - FOTO: RICARDO STUCKERT
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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a falar, nesta segunda-feira, sobre a necessidade de mudanças na reforma trabalhista aprovada durante o governo Michel Temer, em 2017. "O que eles fizeram foi uma destruição", criticou o petista. "É como se eles tivessem dinamitado os direitos dos trabalhadores, tudo que construímos desde 1942, quando foi criada a CLT", declarou, em entrevista à rádio Passos, de Minas Gerais, nesta manhã de terça-feira, 22.
Segundo o ex-presidente, é necessário juntar sindicatos, empresários e o governo para estudar alterações que levem a uma legislação trabalhista adequada ao momento atual, garantindo direitos e seguridade social. "Não queremos fazer nada na marra, mas queremos discutir o que é bom para o Brasil", disse Lula.
 
O ex-presidente também voltou a falar contra a privatização de estatais, como a Eletrobras. "Não há necessidade de vender uma empresa que pode ser a reguladora do setor elétrico e impedir aumentos abusivos de preços", disse.
 
Sobre a regulamentação da mídia no Brasil, tema recorrente no discurso de Lula, ele declarou que "a maldade tomou conta", das redes, com a disseminação de notícias falsas. "Eu vou juntar os internautas e as pessoas que entendem disso para discutir uma regulação civilizada", afirmou.

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