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Aos gritos, Bolsonaro apela à Petrobras que não aumente preços: "Um estupro"

Bolsonaro fez as críticas pouco antes da divulgação pela Petrobras do resultado do primeiro trimestre, com lucro recorde

Estadão Conteúdo
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Publicado em 05/05/2022 às 21:08
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LIVE DE BOLSONARO QUINTA-FEIRA (5) - FOTO: REPRODUÇÃO/FACEBOOK
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Pouco antes da divulgação do resultado da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro fez apelos para que a empresa não volte a aumentar o preço dos combustíveis no Brasil, nesta quinta-feira (5). 

Aos gritos, durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais, o presidente afirmou que os lucros registrados recentemente pela empresa são "um estupro", beneficiam estrangeiros e quem paga a conta é a população brasileira. Contudo, ele descartou interferir na companhia.

"Se tiver mais um aumento (nos preços dos combustíveis), pode quebrar o Brasil. E o pessoal da Petrobras não entende, ou não quer entender. A gente sabe que têm leis. Mas a gente apela para a Petrobras que não aumente os preços", disse Bolsonaro, que também chamou o lucro da estatal de "abusivo" e o classificou como "crime". "Se aumentar de novo o preço dos combustíveis, o nome da Petrobras vai para a lama", acrescentou.

"Sei que (a Petrobras) tem acionistas. Mas quem são os acionistas? Fundos de pensões dos Estados Unidos. Nós estamos bancando pensões gordas nos Estados Unidos. Petrobras, estamos em guerra. Petrobras, não aumente mais o preço dos combustíveis. O lucro de vocês é um estupro, é um absurdo. Vocês não podem mais aumentar mais os preços dos combustíveis!", seguiu o presidente, na live.

Bolsonaro fez as críticas pouco antes da divulgação pela Petrobras do resultado do primeiro trimestre, quando a empresa teve lucro de R$ 44,561 bilhões. Esse valor é 3.718% maior que o registrado no mesmo período do ano passado. Minutos antes, ele havia dito que "fontes dizem que o lucro da Petrobrás para esse trimestre poderá chegar a R$ 40 bilhões".

Após uma sequência de críticas, Bolsonaro reconheceu que se excedeu e pediu desculpas à Petrobras. Ele reforçou, também, que não vai interferir na companhia. "Eu não mando na Petrobras. Tem uma pesquisa aí dizendo que 70% são favoráveis a que governo interfira na Petrobras. Isso é irresponsabilidade", disse.

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