Metrô do Recife

Após anúncio de concessão, Luciana Santos promete agendar audiência entre metroviários e Paulo Câmara

O Sindmetro afirma que as dificuldades de circulação dos trens se dá ao baixo orçamento repassado pelo governo federal

Mirella Araújo
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Mirella Araújo
Publicado em 14/05/2022 às 13:12
Sindicato/Divulgação
Luciana recebe comitiva de metroviários - FOTO: Sindicato/Divulgação
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Após o Governo de Pernambuco ter anunciado, no início deste mês, que o sistema metroviário do Recife será estadualizado e, na sequência, será concedido à iniciativa privada, diretores e representantes do Sindicato dos Metroviários e Metroviárias de Pernambuco (Sindmetro-PE) foram recebidos pela vice-governadora Luciana Santos (PCdoB).

Durante a reunião, realizada nessa sexta-feira (13), a gestora assegurou que as demandas dos metroviários contra a privatização do Metrô do Recife, assim como uma audiência entre o Sindicato e o governador Paulo Câmara (PSB) seriam encaminhadas.



“Acho correto o movimento de vocês e afirmo que precisamos ganhar tempo político, vou levar tudo isso para o governador. Não podemos aceitar a aceleração deste processo”, disse Luciana Santos.

O presidente do Sindmetro-PE, Luiz Soares, afirmou na reunião que a manutenção do Metrô do Recife, público, com qualidade nos serviços e tarifas que a população possa pagar, é um ponto inegociável da pauta apresentada.

“Essa proposta de privatização é uma bomba que vai explodir no colo da população e dos trabalhadores. O governador Paulo Câmara não deve acreditar no governo Bolsonaro. Este governo tem culpa na falta de recursos e no sucateamento do Metrô. O que nossos sistema precisa é de recursos para que seus serviços se tornem sustentáveis", explicou Luiz Soares.

O presidente do sindicato também falou sobre as dificuldades encontradas pelos metroviários e metroviárias para a circulação dos trens, por causa do orçamento destinado pelo governo federal para investimento e manutenção do sistema. “Atualmente só chegam 30% das verbas lançadas por parte do governo federal. Qual sistema funciona com excelência com apenas 30% do que é pedido?”, perguntou.

O engenheiro civil da CBTU, Bruno Bernardo, também esteve presente na reunião e levou em consideração as questões técnicas e os motivos pelo atual momento vivido pelo Metrô. “Essa empresa, se houver o mínimo de investimento possível, iremos entregar um serviço de excelência, pois uma empresa que ‘roda’ com apenas 30% de verba de custeio, realmente tem que ter muita dedicação, pois se não fosse a mão de obra qualificada que temos, o metrô já estaria fechado”, explicou.

O diretor Sócio Econômico do Sindicato, Varlindo Nascimento, falou sobre a reunião com o secretário Marcelo Bruto, e a informação passada pelo próprio secretário de que o único impeditivo para o início do processo é a ausência do aval do governo federal, que poderá ser feita no final do mês de maio. “Nós não temos tempo, não podemos esperar a possibilidade de uma troca de governo. O nível de urgência desta pauta é muito grande”, disse.










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