São João

Pernambuco pode ter mais um São João sem fogueiras e fogos de artifícios; entenda proposta

Um projeto de lei que determina a proíbe o acendimento de fogueiras e a queima de fogos nesse período de junino, foi protocolado na Alepe

Mirella Araújo
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Mirella Araújo
Publicado em 27/05/2022 às 15:48 | Atualizado em 27/05/2022 às 16:01
Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem
MPPE recomendou em 2020 e 2021 a proibição do "acendimento de fogueiras e da queima e a comercialização de fogos de artifício, enquanto perdurar a situação de calamidade pública" - FOTO: Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem
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A proibição de fogueiras e queima de fogos de artifícios durante os festejos de São João, poderá ser mantida pelo terceiro ano consecutivo em Pernambuco. O deputado estadual Romero Albuquerque (União Brasil) encaminhou um pedido ao governador Paulo Câmara (PSB), para que, assim como em 2020 e 2021, em decorrência da pandemia da covid-19, sejam mantida as restrições que desautorizaram o acendimento fogueiras e a comercialização de fogos.  

De acordo com o parlamentar, a medida se faz novamente necessária devido ao aumento do número de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) no Estado, principalmente em bebês e crianças. Além da indicação, o parlamentar também protocolou na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) um Projeto de Lei (PL) tratando da proibição.

Romero Albuquerque recorda que em 2020, no primeiro ano da pandemia, as restrições teriam sido "muito tímidas", e muitos municípios acabaram descumprindo a recomendação. Já em 2021, cidades como Recife, Jaboatão, Olinda e Ipojuca, mantiveram a decisão por meio de decretos municipais e disponibilizaram diversos canais de denúncias para que a população alertasse sobre a venda irregular de fogos e os locais em que fogueiras estavam sendo ascendidas. 

“Todas as providências necessárias precisam ser tomadas. As fogueiras produzem fumaça e, mesmo em tempos normais, pessoas com doenças respiratórias e crianças são muito prejudicadas nesse período. A situação já é alarmante, afinal a fila por um leito de UTI tem crescido e crianças têm morrido. O Governo precisa garantir a devida assistência à população, e atuar de forma preventiva para que o quadro não se agrave ainda mais”, diz Albuquerque. 

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