Eleições 2022

Saiba como foi o ato público do ex-presidente Lula em Serra Talhada

O ex-presidente Lula estará no Recife, nesta quinta-feira (21) para um novo ato público

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Mirella Araújo

Publicado em 20/07/2022 às 22:50 | Atualizado em 20/07/2022 às 23:14
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A comitiva do ex-presidente Lula (PT) foi recepcionada ao som de “Olê, olê, olê, olá. Lula, Lula”, em ato público realizado na noite desta quarta-feira (20), no município de Serra Talhada, no Sertão do Pajeú.

Previsto para começar às 16h, Lula subiu ao palco às 18h14, acompanhado do seu pré-candidato a vice, o ex-governador Geraldo Alckmin (PSB), e da sua esposa, a socióloga Janja, mas foi o último a discursar. Durante sua fala, o líder petista pediu desculpas pelo atraso e disse que foi em Serra Talhada que ele teve mais de 90% dos votos, em sua última eleição.

Ao criticar o presidente da República, Jair Bolsonaro (PL), o líder petista falou sobre a chamada PEC Kamikaze, que autorizou o aumento do Auxílio Brasil, de R$ 400 para R$ 600, entre outros benefícios. O projeto, que tem o custo de R$ 41 bilhões, tem sido duramente criticado pela oposição, que acusa o governo Bolsonaro de oportunismo eleitoreiro.

“Eu acho que se aparecer o dinheiro na conta de vocês, peguem, porque se vocês não pegarem e acabar as eleições, o (Paulo) Guedes pega para ele”, disparou o ex-presidente ao incentivar a população a usar o auxílio para comprar alimentação e o que mais for necessário, no entanto, ao irem para as urnas em outubro, “devem dar uma banana para ele”.

“Já provei que quando o povo pobre começa a participar da economia desse país, as coisas começam a dar certo. Estou voltando a ser candidato a presidente da República, porque tenho certeza que eu e o Alckmin vamos consertar esse país e melhorar a vida do povo brasileiro”, disse Lula sob aplausos.

A reunião entre o presidente Bolsonaro e embaixadores estrangeiros, na última segunda-feira (18), para falar sobre sua desconfiança sobre a segurança do sistema eleitoral brasileira, também foi alvo do discurso de Lula em Serra Talhada.

Na ocasião, o petista questionou que se as urnas eletrônicas não fossem seguras, ele não teria sido eleito presidente da República. “Nenhum embaixador levou a sério, porque a eleição no Brasil é modelo no mundo inteiro. Se pudessem roubar na urna eletrônica, vocês acham que o ‘Lulinha’ teria sido presidente em 2002, vocês acham que ele teria sido reeleito presidente em 2006?”, questionou.


Também estiveram presentes no ato o presidente estadual do PT, o deputado estadual Doriel Barros; o vice presidente nacional do partido, o deputado federal Marcio Macedo (PT-SE) ; o senador Humberto Costa (PT); a prefeita de Serra Talhada, Márcia Conrado (PT); o ex-deputado federal Silvio Costa (Republicanos); entre outros parlamentares e pré-candidatos. 

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Pré-candidato a governador de Pernambuco, o deputado federal Danilo Cabral (PSB) ,reforçou sua aliança com o ex-presidente Lula, ressaltando como de costume em suas falas, a época em que o petista esteve à frente do governo federal, enquanto o ex-governador Eduardo Campos (PSB) administrava o Estado.

“Sonho em construir um Pernambuco mais igual, mais equilibrado. Um Pernambuco que olhe para o povo do interior, e aqui fala um filho do interior. Eu conheço os 184 municípios desse estado e tenho experiência, sempre fiz política presente na vida das pessoas porque foi isso que aprendi com Arraes e com Eduardo”, declarou.

Na ocasião, Danilo também enalteceu a gestão do governador Paulo Câmara (PSB), que também chegou a ser vaiado no início do evento, ao ser citado. "Ele governou esse Estado no momento mais duro da nossa história, com crise da pandemia, crise econômica e social", afirmou. 

Também não faltaram recados aos pré-candidatos que usam a imagem do ex-presidente Lula nestas eleições, a exemplo da pré-candidata a governadora Marília Arraes (SD) e do pré-candidato a governador pelo PSOL, João Arnaldo.

Pré-candidata ao Senado, a deputada estadual Teresa Leitão, que mais cedo cometeu um ato falho e quase falou o nome da pré-candidata Marília Arraes, adotou um tom mais crítico para deixar claro que Lula apoia apenas uma chapa.

Ela disse que pelo histórico de vida do ex-presidente, que saiu do município de Caetés para se tornar uma grande liderança política no país, ele não iria confiar para estas eleições, em candidatos que não fossem de confiança.

“Vocês acham mesmo que um pernambucano, saído daqui, iria fazer com a gente uma discussão, que não colocasse em seu palanque um governador de confiança política, uma senadora de confiança política, uma vice governadora de confiança política, de competência técnica, para ajudá-lo a governar”, disparou a parlamentar petista. Teresa ainda finalizou sua fala pedindo para que as pessoas prestem atenção nestas eleições e “abram os olhos”.

A vice-governadora Luciana Santos (PCdoB), oficializada nesta quarta-feira como pré-candidata a vice, na chapa liderada por Danilo Cabral (PSB), também não deixou de alfinetar outros palanques, que também declararam apoio a Lula no Estado. “Nós temos aqui o palanque da história, o palanque da verdade, o palanque que vai garantir que a Frente Popular caminhe a passos largos ao reencontro do país”.

 

 

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