Semana decisiva no embate político entre Raquel Lyra e João Campos em Olinda e Paulista
Esta semana será decisiva para, enfim, se saber qual dos dois líderes sairá vencedor de mais esta etapa de confrontação, que termina no dia 27

Olinda e Paulista têm candidatos conhecidos a prefeito neste segundo turno. Os mais jovens, como Mirella Almeida (PSD) e Vinicius Castello (PT), disputam a preferência dos eleitores em Olinda; os mais experientes na política, como Severino Ramos (PSDB) e Junior Matuto (PSB), em Paulista.
Mas o que está contando mesmo é a guerra particular que se estabeleceu entre a governadora Raquel Lyra e o prefeito do Recife, João Campos, padrinhos dos candidatos citados.
Um embate, com cada lado dizendo que fez mais prefeitos no estado do que o outro. Esta semana será decisiva para, enfim, se saber qual dos dois líderes sairá vencedor de mais esta etapa de confrontação, que termina no domingo 27.
"Está tão acirrada a disputa que o estado como um todo tem acompanhado esse segundo turno em Olinda e Paulista como se fosse tão importante quanto o primeiro”, comentou esta semana um deputado estadual de linha independente, demonstrando que, se não fosse a presença das duas maiores lideranças do estado e o aceno a 2026, o pleito não estaria provocando tanta celeuma.
O rolo compressor de João Campos
Na verdade, como os passos do prefeito do Recife indicam que ele deseja ser candidato a governador, qualquer atitude que tome remete, de imediato, à luta com a governadora que será candidata à reeleição.
E, neste aspecto, João faz questão de não esconder seus propósitos. Se no primeiro turno delegou ao irmão, o deputado federal Pedro Campos, a tarefa de acompanhar Vinicius e Matuto, neste segundo ele próprio assumiu o leme da embarcação.
Cuidou pessoalmente da retirada de partidos do palanque de Mirella, ligando para os vereadores eleitos das legendas e os convencendo a mudar de lado.
Em uma semana, Vinicius, que só tinha apoio de três dos 17 vereadores de Olinda, pulou para nove, ganhando por um para Mirella. Até o líder do governo Lupércio, na Câmara, o vereador Biai (Avante), trocou de posição.
Um vereador que mudou de posição festejou na Câmara tentando convencer os colegas a seguirem Vinícius: “agora é o rolo compressor, quem quiser que fique de fora”.
Chegou a vazar via WhatsApp esta semana o áudio de um outro vereador explicando ao pastor a mudança. Ele recebera, de pronto, a cobrança diante de outra guerra existente em Olinda, esta de natureza surda, dos conservadores, que não aceitam votar no PT, contra a esquerda, que no município já venceu muitas eleições e está fechada com Vinicius.
A estratégia comedida de Raquel Lyra
De estilo político diferente do de João Campos, a governadora Raquel Lyra tem sido mais comedida, embora tenha articulado o apoio do PP a Mirella, quando foi desautorizado o candidato a prefeito pelo partido na cidade, Marcio Botelho, que apoiou Vinícius.
Também teve as bênçãos da governadora a declaração de neutralidade da candidata Izabel Urquiza, a terceira mais votada no primeiro turno.
Raquel participou de carreatas das campanhas de Mirella e de Ramos no primeiro e segundo turnos e deve intensificar sua presença nesta última semana.
E, a não ser que algo mude daqui para o dia da eleição, a balança favoreceria a governadora com seu candidato em Paulista, Severino Ramos, aparecendo de forma privilegiada nas pesquisas.
Como na cidade o embate é direto entre o PSDB e PSB, o PSDB saindo vencedor não só leva o partido a nível estadual a contar com 32 prefeituras como garante a Raquel o apoio de uma das duas Prefeituras em disputa nesse segundo turno. Em Olinda, o prognóstico no momento é de empate técnico.
Seja como for, no próximo domingo, dia 27, será enfim conhecido o resultado e, a partir daí, estará dada a largada para a eleição de 2026. Com exagerados dois anos de antecedência !!!