CASO DE JUSTIÇA

Leo Santana foi condenado pela Justiça por agressão a casal de fãs em show

Seguranças ligados ao cantor e aos demais realizadores da apresentação agiram de forma truculenta

Romero Rafael
Romero Rafael
Publicado em 29/09/2021 às 21:00
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O cantor Leo Santana - FOTO: Reprodução
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A Justiça do Distrito Federal condenou o cantor Leo Santana a indenizar um casal de fãs com o valor de R$ 35 mil, por danos morais. De acordo com a sentença, apurada pelo portal UOL, em janeiro de 2018, na cidade de Guarapari, no Espírito Santo, o casal foi agredido por seguranças particulares do artista. Eles protestavam contra um atraso no show, que estava marcado para começar às 22h, mas iniciou somente às 6h já do dia seguinte.

À época, viralizaram vídeos do público revoltado com o mega-atraso de Leo Santana. Um deles mostrava o cantor interrompendo o show irritado e gritando para alguém no público: "Me respeita, vagabundo. Vem aqui em cima falar". Tratava-se do personal trainer Maurício Camargo Alves, que move o processo. Ele, na ocasião, aceitou a provocação e subiu ao palco, mas, ao caminhar na direção do cantor, recebeu golpes e socos de seguranças ligados ao artista e à casa de shows, a Arena Pedreira.

Já a companheira de Maurício, Marina de Sena Silveira, também autora do processo, ao subir ao palco para socorrer o marido, foi contida de forma truculenta. Segundo testemunha, ela teria sido carregada pelos braços e pelo cabelo.

O juiz Giordano Resende Costa, que apreciou o caso, analisou a partir do Código de Defesa do Consumidor e entendeu que cabe aos organizadores do evento a responsabilidade por sua segurança. Reconheceu que houve prejuízo por danos morais e considerou que "ao invés de apaziguar os ânimos para que o serviço fosse prestado da melhor forma aos seus consumidores, instigou a violência e expôs o autor para todo o público ali presente".

Além de Leo Santana, a Justiça condenou, no dia 7 de julho deste ano, a empresa do cantor, Rebolation Produções, e os demais organizadores do show em Guarapari, Pedreira Reciclagem Sustentável LTDA e Fatto Entretenimento. O artista, no entanto, entrou com pedido de apelação para a segunda instância, em agosto.

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