Estudantes universitários denunciam uma faculdade particular do Recife que teria alterado a modalidade de ensino sem aviso prévio. Segundo eles, após o período de matrícula, os alunos ficaram sabendo que os cursos presenciais não seriam mais realizados na unidade no bairro da Tamarineira, na Zona Norte, dando lugar ao sistema de Ensino À Distância (EAD).
A estudante Janaína Cavalcanti afirmou que fez a matrícula na Faculdade Santa Catarina dentro do prazo estabelecido, até o último dia 10 de julho, e que três dias depois do vencimento veio a notícia. “Eles chamaram a gente para uma reunião e avisaram que a partir de agora todo o curso seria feito a distância. Todo mundo ficou chocado”, disse.
A reunião teria sido realizada no último dia 17 de julho, segundo a estudante do curso de Pedagogia, Simone Paiva. “Eu questionei que não me matriculei para curso EAD e sim para um curso presencial. Disse que era obrigação deles informar antes para que eu pudesse me matricular em outra faculdade”, explicou.
Os alunos presentes no protesto comentaram que a Faculdade não teria dado nenhuma resposta sobre a questão de reembolso da matrícula, que em média custa R$ 400. “Muitas pessoas tiveram que arranjar um dinheiro emprestado para fazer uma nova matrícula em outra instituição”, pontuou a estudante Damaris Camila, que terá de trocar de faculdade para ter aulas presenciais.
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De acordo com Roberto Campos, Gerente de Fiscalização do Procon, em casos como esse, a instituição de ensino é obrigada a cumprir o que está no contrato assinado pelos estudantes no momento da matrícula. Caso contrário, ele diz que o aluno pode solicitar uma indenização recorrendo ao poder judiciário, através do juizado de pequenas causas.
Resposta
Em nota, a Faculdade Santa Catarina, instituição da Universidade Brasil (UNIESP), afirmou que está decidindo como vai resolver esse problema juntamente com a Diretoria Administrativa.
A Faculdade não esclareceu quantos alunos foram prejudicados e nem confirmou se irá devolver o dinheiro dos que se sentiram lesados.
O grupo de estudantes informou que a instituição ainda não entrou em contato e que eles irão procurar a justiça.