MUDANÇAS CLIMÁTICAS

Mudança no clima diminuirá energia hidrelétrica na América Latina

Estimativa é de que a queda deve ocorrer até o ano de 2040 em todo o continente

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Publicado em 18/10/2017 às 21:32
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Estimativa é de que a queda deve ocorrer até o ano de 2040 em todo o continente - FOTO: Foto: Cemig
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A geração de energia hidrelétrica cairá 25% na América Latina para 2040 como consequência das mudanças climáticas, apesar da demanda energética duplicar, advertiu nesta quarta-feira (18), no Panamá, um especialista da ONU.

"Com os cenários de mudança climática haverá menos chuva e, portanto, menos correnteza nos rios, menos água nos pântanos e menos geração hidrelétrica", disse à AFP Gustavo Mañez, coordenador de Mudança Climática para a América Latina e o Caribe da ONU Meio Ambiente.

"Estamos falando de uma perda de 25% de toda a geração hidrelétrica daqui até 2040", acrescentou Mañez durante uma oficina da qual participa o Banco Centro-americano de Integração Econômica (BCIE).

Na atividade, que será realizada até quinta-feira, representantes centro-americanos apresentam para a ONU e o BCIE suas principais necessidades de financiamento para projetos que permitam enfrentar a mudança climática.

Para Mañez, o cenário é "catastrófico" já que 60% da energia na América Latina provém de hidrelétricas e para 2030 espera-se que a demanda de energia elétrica regional duplique.

Por isso, disse, se o modelo de produção de energia não for alterado "iremos ver mais apagões e falhas de fornecimento".

Falta de energia

Cerca de 30 milhões de pessoas sofrem com a falta de fornecimento de energia elétrica na América Latina e no Caribe, principalmente por falta de infraestrutura, segundo a Organização Latino-Americana de Energia (Olade).

O Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) observou que 75% das pessoas sem energia estão concentradas em Haiti, Peru, Argentina, Brasil, Colômbia e Guatemala. 

Mañez manifestou que a região precisa de maior eficiência energética para reduzir o consumo e apostar em fontes energéticas renováveis não convencionais, como solar, eólica e geotérmica.

O acesso a energias renováveis é cada vez mais barato na região, o que permitiu maiores investimentos do setor privado nestes campos.

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