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EUA diz que regime sírio pode estar preparando ataque químico

Bashar al-Assad pode estar preparando um ataque com armas químicas que resultaria em um ''assassinato em massa'' de civis, advertiu a Casa Branca

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Publicado em 27/06/2017 às 6:28
Foto: HO / SANA / AFP
Bashar al-Assad pode estar preparando um ataque com armas químicas que resultaria em um ''assassinato em massa'' de civis, advertiu a Casa Branca - FOTO: Foto: HO / SANA / AFP
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O presidente sírio, Bashar al-Assad, pode estar preparando um ataque químico que resultaria em um "assassinato em massa" de civis, advertiu a Casa Branca nessa segunda-feira (26), acrescentando que se isto acontecer Damasco pagará um "alto preço".

"Os Estados Unidos identificaram a possível preparação de outro ataque com armas químicas por parte do regime de Assad que provocaria o assassinato em massa de civis, incluindo crianças inocentes", disse o porta-voz Sean Spicer.

Ataque contra a cidade de Khan Sheikhun

"As atividades são similares aos preparativos que o regime realizou antes do ataque com armas químicas em 4 de abril de 2017" contra uma cidade controlada pelos rebeldes.

"Como afirmamos previamente, os Estados Unidos estão na Síria para eliminar o Estado Islâmico (...), mas se o senhor Assad realizar outro assassinato em massa com um ataque com armas químicas, ele e seus militares pagarão um alto preço", declarou o porta-voz da Casa Branca Sean Spicer.

Assad, apoiado pela Rússia, nega as acusações de que suas forças tenham utilizado armas químicas contra a cidade rebelde de Khan Sheikhun, e afirma que as vítimas foram "100% fabricadas".

O presidente sírio garante que seu regime entregou em 2013 todas as armas químicas que tinha em seu poder com base no acordo negociado com a Rússia, para evitar a ameaça de um ataque dos Estados Unidos.

O acordo foi posteriormente referendado em uma resolução do Conselho de Segurança da ONU.

A coalizão liderada pelos Estados Unidos na Síria apoia as forças que tentam retomar Raqa das mãos do grupo Estado Islâmico, e também ajudam as forças que combatem os jihadistas na cidade iraquiana de Mossul.

O conflito sírio, iniciado em 2011 com protestos contra o regime de Assad, se transformou em uma guerra civil que já deixou 320 mil mortos.

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