Venezuela

Brasil exige libertação imediata de opositores venezuelanos

Leopoldo López e Antonio Ledezma, opositores do governo venezuelano, estavam sob prisão domiciliar e foram detidos novamente

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Publicado em 01/08/2017 às 12:09
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Leopoldo López e Antonio Ledezma, opositores do governo venezuelano, estavam sob prisão domiciliar e foram detidos novamente - FOTO: Foto: AFP
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O Brasil pediu nesta terça-feira ao governo venezuelano de Nicoñás Maduro que liberte imediatamente os opositores Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam sob prisão domiciliar, mas foram detidos novamente durante a madrugada

O governo brasileiro afirmou, em um comunicado emitido pelo ministério das Relações Exteriores, que repudia a detenção dos dois principais opositores ao governo e que considera que isso se trata de "uma demonstração a mais da falta de respeito às liberdades individuais e ao devido processo legal, pilares essenciais de um regime democrático".

Em consequência, "o Brasil pede ao governo venezuelano que liberte imediatamente López e Ledezma", segundo o texto.

O Brasil denunciou ainda a medida executada "um dia depois de uma votação para eleger uma assembleia constituinte em franca violação da ordem constitucional venezuelana".

Os dois presos mais emblemáticos da oposição venezuelana, Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam em prisão domiciliar, foram detidos na madrugada desta terça-feira após seus apelos contra a Assembleia Constituinte do presidente Nicolás Maduro, que será instalada na quarta-feira para administrar o país por tempo indefinido.

Preocupação dos EUA

O governo dos Estados Unidos afirmou que está "profundamente preocupado" com o retorno à prisão dos líderes opositores venezuelanos Leopoldo López e Antonio Ledezma, que estavam em prisão domiciliar.

"EUA profundamente preocupados com as prisões de (López) e (Ledesma), outro passo na direção equivocada para Venezuela", escreveu no Twitter o subsecretário adjunto para Assuntos do Hemisfério Ocidental, Francisco Palmieri.

"Esta ação é mais uma prova do autoritarismo do regime (do presidente venezuelano Nicolás) Maduro", completou.

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