Paquistão

Drone americano mata três rebeldes no Paquistão

Um drone americano matou três supostos insurgentes em um ataque nesta sexta-feira contra um complexo localizado em uma área tribal do Paquistão.

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Publicado em 15/09/2017 às 13:02
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Um drone americano matou três supostos insurgentes em um ataque nesta sexta-feira contra um complexo localizado em uma área tribal do Paquistão. - FOTO: Foto: AFP/Arquivos
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Um drone americano matou três supostos insurgentes em um ataque nesta sexta-feira (15) contra um complexo localizado em uma área tribal do Paquistão, informaram autoridades locais.

É o primeiro ataque deste tipo desde o discurso em agosto do presidente americano Donald Trump sobre o Afeganistão, no qual se comprometeu a pressionar o Paquistão a intensificar a luta contra o terrorismo.

O ataque ocorreu em uma aldeia remota na região tribal de Kurram, na fronteira com o Afeganistão, onde pelo menos cinco combatentes do Talibã paquistanês se reuniam, de acordo com autoridades locais.

"O drone americano disparou dois mísseis: pelo menos três combatentes talibãs foram mortos e dois feridos", declarou uma autoridade de Kurram à AFP.

As identidades das vítimas não foram confirmadas, mas, de acordo com uma fonte da inteligência em Kurram, um dos mortos faria parte da rede Haqani, aliada ao Talibã afegão.

Outras duas autoridades locais confirmaram o ataque à AFP e indicaram que o complexo foi totalmente destruído.

O último ataque deste tipo data de abril de 2017, quando um drone matou sete rebeldes em uma área tribal isolada no noroeste do país.

Em 2016, um ataque americano matou o chefe do Talibã afegão da época, o mulá Akhtar Mansur, na província do Baluchistão, na parte sudoeste do país.

O primeiro dos mais de 420 ataques com drones americanos no Paquistão ocorreu em 2004, durante o primeiro mandato de George W. Bush. Mas foi sob o comando de seu sucessor Barack Obama que esses ataques se intensificaram consideravelmente, antes de diminuir durante seu segundo mandato.

Em 2013, a ONG Anistia Internacional considerou que tais ataques poderiam ser qualificados como crimes de guerra cometidos pelos Estados Unidos.

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