Mercosul

Começa cúpula do Mercosul com mira em Bolsonaro

Durante encontro, presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, reforçou compromisso do presidente em exercício do Brasil, Michel Temer, com o Mercosul

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Publicado em 18/12/2018 às 13:48
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Durante encontro, presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez, reforçou compromisso do presidente em exercício do Brasil, Michel Temer, com o Mercosul - FOTO: Jane de Araújo/ Câmara dos Deputados
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Os presidentes dos países-membros e Estados associados ao Mercosul iniciaram uma cúpula em Montevidéu, nesta terça-feira (18), com a esperança de avançar em uma reforma do bloco.

A ameaça do futuro presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, de se retirar do grupo se não houver maiores vantagens para o Brasil, é o pano de fundo deste encontro aberto pelo presidente do Uruguai, Tabaré Vázquez.

Em seu discurso de abertura, o presidente anfitrião, que deu boas-vindas a seus colegas Mauricio Macri (Argentina), Michel Temer (Brasil) e Mario Abdo Benitez (Paraguai), bem como a Evo Morales, presidente da Bolívia, que é Estado associado ao bloco, apontou que o Mercosul deve buscar a "melhoria do comércio intrazona".

Prioridade

Na segunda-feira, após uma reunião de chanceleres do Mercosul, o atual ministro brasileiro das Relações Exteriores, Aloysio Nunes, disse que o bloco é "uma prioridade" para o Brasil, embora Bolsonaro tenha dado sinais claros de que irá rever os acordos existentes desde 1991.

Os chanceleres concordaram em que a posição brasileira abre uma "oportunidade" para "discutir melhorias e um refinamento" do bloco, que funciona como uma união aduaneira, mas perdeu dinâmica em suas decisões de negociação e ainda não conseguiu concluir um acordo de livre-comércio com a União Europeia.

Presidência do Mercosul

O Uruguai vai transferir a presidência rotativa do bloco para a Argentina, e o Mercosul vai se despedir de Temer, que deixará a presidência do Brasil no primeiro dia de 2019. 

Vázquez afirmou que "não seria apropriado ignorar as circunstâncias" em que Temer chegou à presidência, após o impeachment de Dilma Rousseff, mas ressaltou seu "compromisso com o Mercosul" e pediu aplausos para o presidente em final de mandato.

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