Zona da Mata

Candidato a prefeito de Camutanga é preso por suspeita de compra de voto

A casa do candidato já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão da PF

JC Online
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Publicado em 01/10/2016 às 14:20
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A casa do candidato já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão da PF - FOTO: Reprodução/Facebook
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O candidato a prefeito de Camutanga, Josué Soares da Fonseca (PR-PE), conhecido como Doda Soares, foi preso no início da tarde deste sábado (1º), pela Polícia Federal, após ser flagrado com cerca de R$ 11 mil dentro do seu carro. Segundo a PF, o candidato estava no município de Ferreiros, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, e há indícios de que o dinheiro seria usado para compra de votos. 

A casa do candidato em Camutanga, cidade da Zona da Mata do Estado, já havia sido alvo de mandados de busca e apreensão, cumpridos nessa sexta-feira (30), quando a PF apreendeu material que caracteriza compra de voto, em uma operação realizada em conjunto com o Ministério Público de Pernambuco e as polícias Civil e Militar.

De acordo com a PF, na sexta-feira foi encontrada uma lista com valores correspondentes a R$ 1 milhão em votos comprados. Além disto, havia uma relação de eleitores, relacionados a benefícios como material de construção, dinheiro, próteses, custeio de exames, medicamentos, passagens aéreas, combustível e quase R$ 30 mil em espécie. 

Por ser um crime afiançável, foi arbitrado o valor de R$ 80 mil. Doda Soares aguarda o pagamento da fiança. O candidato é da coligação "Frente Popular de Camutanga Mudar com Segurança".

Crime

O crime de compra de voto está previsto no Art. 299 do Código Eleitoral (Lei 4.737/65), com pena de reclusão por até quatro anos e pagamento de multa. É definido como compra de voto: "Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita". 

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