MEIO AMBIENTE

COP 26: Secretário de Meio Ambiente destaca benefícios para o Nordeste com "economia verde"

José Bertotti está na COP 26, realizada em Glasgow (Escócia)

Augusto Tenório
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Augusto Tenório
Publicado em 08/11/2021 às 14:03 | Atualizado em 08/11/2021 às 14:21
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Paulo Câmara e José Bertotti na COP 26 - FOTO: Foto
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Em conversa com o Blog de Jamildo, José Bertotti, secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, ressaltou a importância da participação do estado na COP 26, destacando os benefícios esperados para o Nordeste com relação à economia verde. Mais cedo, o governador Paulo Câmara (PSB) sobre investimento de R$ 75 milhões ações ambientais de Pernambuco.

Na manhã desta segunda (8), Bertotti apresentou no painel "Las redes de gobiernos locales abordan la pérdida de biodiversidad y el cambio climático", da COP 26, as propostas de Pernambuco para avançar na mitigação dos efeitos do aquecimento global no estado.

Ao Blog, o secretário conta que Pernambuco, atualmente, é responsável por 5% das emissões dos gases do aquecimento no Brasil. Com as medidas adotada por Paulo Câmara, espera-se que em março seja apresentada a trajetória de neutralidade de carbono.

"Se o Brasil quiser realmente ter neutralidade de carbono em 2050, a Universidade Federal do Rio de Janeiro afirma que 52% da energia renovável virá do Nordeste, criando milhões de empregos, bilhões de reais investidos e muito desenvolvimento com inclusão social, respeitando o meio-ambiente", disse o secretário em entrevista, antes de embarcar para Glasgow, cidade escocesa onde acontece a COP 26.

 

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Paulo Câmara e José Bertotti - Divulgação

O secretário também viajou para Glasgow, na Escócia, onde é realizada a COP 26. Ele destaca também a importância dos investimentos em hidrogênio verde, novo combustível considerado importante para a descarbonização industrial, realizados em Suape. Em tempo, atualmente dois grupos pretendem instalar fábricas no complexo pernambucano.

"Isso vai gerar empregos, pois sabemos que essa economia verde, principalmente no pós covid-19, também será fomentadora de empregos qualificados, principalmente na área de energia, resíduos, reflorestamento, da hídrica e da indústria, que cada vez mais assume metas voluntárias na neutralidade de carbono", comenta José Bertotti ao Blog.

Pernambuco quer aproveitar o mercado regulado de carbono

Uma grande expectativa para a COP 26 é a discussão para um consenso sobre as regras do mercado global de carbono, considerado um ponto crucial para ajudar os países a reduzir as emissões e atingir a meta do Acordo de Paris. Pernambuco, por sua vez, quer aproveitar esse estímulo economicamente pela sua baixa emissão.

Esse mercado deve gerar "créditos de carbono" no valor de de US$ 19 por tonelada e funciona da seguinte maneira: primeiramente, define-se o teto de emissão para cada setor econômico. Quem não conseguir ficar abaixo do valor estabelecido, vai precisar comprar créditos de carbono das empresas que conseguiram.

"O Governo de Pernambuco quer aproveitar esse momento, mas para resolver, que é a grande ambição, todos os países devem neutralizar por conta própria. O mercado vende o crédito de carbono, mas é preciso neutralizar, usando tecnologias menos emissoras e agricultura de baixo carbono, ao mesmo tempo que se faz a recoberta vegetal.

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