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Sair da caixinha, sonho de trabalhar no Brasil e referência de empresário; os bastidores da contratação de Florentín pelo Sport

Treinador foi recomendado pelo mesmo empresário do técnico Vojvoda do Fortaleza e Dabove do Bahia.

Haim Ferreira
Haim Ferreira
Publicado em 26/08/2021 às 15:09
REPRODUÇÃO/INTERNET
Último clube de Gustavo Florentín foi o The Strongest, da Bolívia - FOTO: REPRODUÇÃO/INTERNET
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Três dias. Esse foi o intervalo de tempo entre a demissão de Umberto Louzer e a contratação de Gustavo Florentín para o comando técnico do Sport. Vivendo uma crise, onde ocupa a antepenúltima posição da Série A, na zona de rebaixamento, o período foi de angústia para a torcida rubro-negra, que queria uma resposta quase que imediata da direção.

O vice-presidente de futebol do Leão, Nelo Campos, concedeu entrevista exclusiva à Radio Jornal e contou tudo sobre os bastidores da chegada do treinador paraguaio à Ilha do Retiro. O cartola não escondeu que o Sport ousou ao trazer uma pessoa de fora do País. "Queríamos sair da caixinha", disse o diretor.

À princípio, os rubro-negros traçaram dois perfis de técnicos. Brasileiros e estrangeiros. Como não encontraram profissionais que se adequassem à realidade financeira e à filosofia que queriam, decidiram apostar em alguém fora do eixo. A escolha, no entanto, tinha um norte. O Sport queria alguém que trouxesse impacto positivo como outros clubes da região tiveram.

"Procuramos o empresário que trouxe os estrangeiros do Bahia, Fortaleza e Coritiba. Eles tinham o perfil que estávamos procurando. Fizemos três entrevistas, fazendo as mesmas perguntas para todos e chegamos no nome do Gustavo. Conseguimos atender às nossas expectativas financeiras sem ter que mexer na estabilidade do nosso planejamento", disse Nelo.

"Nos reunimos e tomamos a decisão que iríamos sair da caixinha e iríamos apostar. Vimos os treinamentos dele, a modalidade que ele gosta de jogar. Ele analisou três jogos do Sport. Conversamos sobre o que ele mudaria, o que ele poderia fazer. Estamos muito satisfeitos e acreditando muito que vai dar certo", complementou.

Essa será a 11ª vez que um treinador estrangeiro comandará o Sport. Questionado se isso seria um problema para o clube, visto que ele não conhece bem o futebol brasileiro, Nelo afirmou que é um risco calculado.

"Vai ter uma dificuldade maior sim, não tenha dúvidas. Mas é um risco que foi calculado e colocado na balança. Acreditamos que ele tem tudo pra dar certo. Ele sabe da necessidade da resposta urgente. O contrato dele é até 31 de dezembro e só tem a renovação em casa de permanência", contou.

Um fator que pesou positivamente para a contratação de Gustavo Florentín foi o desejo do treinador de comandar uma equipe brasileira. 

"Ele já vem com essa vontade de trabalhar no Brasil há muito tempo. Ele já estava com a passagem comprada para o Rio de Janeiro, ele só teve que trocar pra Recife. Sempre que ele tinha tempo livre, ele vinha pro Brasil estudar o nosso futebol. Ele tinha como meta trabalhar aqui", falou Nelo.

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