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Desilusão, vergonha e futuro incerto: Roberto Fernandes desabafa após praticamente jogar a toalha sobre queda do Santa Cruz

Treinador disse que nunca passou por uma situação dessas em sua carreira e afirma ter feito o que pôde para tirar o Santa Cruz da lanterna

Haim Ferreira
Haim Ferreira
Publicado em 11/09/2021 às 21:09
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ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
Roberto Fernandes, técnico do Santa Cruz, durante Jogo entre o Santa Cruz e o Altos. Partida valida pelo Brasileiro da Serie C no Estádio do Arruda, em Recife (PE), neste sábado, 11 de setembro de 2021. - FOTO: ALEXANDRE GONDIM/JC IMAGEM
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O técnico Roberto Fernandes é um homem seguro e de palavras de efeito. Desde que voltou ao Santa Cruz, o treinador sempre assumiu as responsabilidades pelos maus resultados e dividiu os méritos nas poucas vitórias na Série C. Com a derrota para o Altos, Roberto abaixou a guarda e praticamente jogou a toalha, aceitando que a queda para a Quarta Divisão é quase irreversível. 

Na entrevista coletiva após a partida, ele citou estar sentindo vergonha, fez críticas ao desempenho tricolor jogando no Arruda e ressaltou que a diretoria coral fez o que pode para tirar o clube da situação que está. Questionado sobre seu futuro, ele deixou no ar que seu foco era a disputa da Série C.

"Minha concentração inteira e meu trabalho foi voltado para tirar o Santa Cruz de uma situação como essa. O Santa Cruz é muito maior do que ele vive nesse momento. O clube já passou por isso e renasceu, voltando de uma Série D para uma Série A. Meu foco era cuidar de cada jogo desse como uma decisão. Chegamos num momento de reta final com quatro jogos sem perder. Ali, eu enchi o coração de esperança que a gente fosse ter um final diferente, mas não foi", afirmou o treinador.

Como já citado acima, segundo o treinador, o retrospecto dentro de casa foi fundamental para a queda iminente do Santa Cruz, que não conseguiu bater de frente com seus adversários diretos jogando no Recife.

"Eu tenho vergonha. Tivemos oito jogos em casa, quatro derrotas, três empates e apenas uma vitória. Como mandante, nós fizemos seis gols em oito jogos. É muito pouco, muito pobre a nossa campanha. Quando virou o turno, os nossos principais adversários nessa luta contra o rebaixamento eram Floresta, Jacuipense e Altos. Floresta veio aqui e tirou dois pontos, Jacuipense veio aqui e fez o mesmo, o Altos vem e tira três pontos da gente. Pelo amor de Deus, eu me sinto envergonhado”, disparou.

Para Roberto Fernandes, não adianta chorar pelo leite derramado. É momento de olhar para frente e já começar a planejar a próxima temporada, que começa em outubro, com a disputa da fase eliminatória da Copa do Nordeste. Se ele estará à beira do gramado comandando o Santa Cruz, já é uma incógnita.

"O foco estava inteiro em reverter algo que, em cada rodada, se mostrava irreversível. Não pensei em futuro. Mas o Santa Cruz tem que pensar no futuro urgentemente. O futuro não pode começar em 2022, tem que ser agora na pré-Copa do Nordeste. É fundamental começar a próxima temporada com um calendário mais digno da sua camisa", complementou.

 

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