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HISTÓRIA

Fatos marcantes de Carlinhos Bala, o atacante raiz do futebol pernambucano que resiste ao tempo

Ele já vestiu a camisa do Santa Cruz, Sport e Náutico, mantendo o seu jeito folclórico, sem temer adversários, conquistando títulos e fazendo história

Marcelo Cavalcante
Marcelo Cavalcante
Publicado em 13/09/2021 às 19:12
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Foto: Guga Matos/JC Imagem
Partida acontecerá nesta sexta-feira (31), em Canhotinho, no Agreste pernambucano - FOTO: Foto: Guga Matos/JC Imagem
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Lembro bem da estreia de Carlinhos Bala no futebol pernambucano. Vestindo a camisa do Santa Cruz, ele foi lançado no time profissional pelo então técnico Ricardo Rocha, em fevereiro de 2001. E logo no clássico contra o Náutico, no Arruda. Ele não tremeu e fez os dois gols da vitória do Tricolor, por 2x1. Antes daquela partida começar, se chamava apenas Carlinhos. Depois da vitória, ganhou o apelido Bala do saudoso narrador da Rádio Jornal, Adilson Couto. Passados 20 anos, o atacante vestiu a camisa dos três grandes clubes da capital. Fez gols, conquistou títulos, se declarou Rei, falou com Deus.

Enfim, foi uma figura autêntica, goste ou não goste dele. Ao vestir a camisa do Barreiros, time do interior de Pernambuco que disputa a Série A2 do  campeonato estadual, Bala, aos 42 anos, se torna o único atleta raiz, que faz "burburinho" do futebol acontecer. É o personagem do Estado. O que não teme fazer declarações fortes, que para muitos pode ser provocação ou vaidade. Carlinhos Bala é raiz, do povo, que fez história e está correndo atrás da bola e falando o que dava na telha.  Confere abaixo os fatos marcantes da carreira do atacante no futebol pernambucano.

1. Título Estadual e Acesso à Série A em 2005

 

Depois de uma rápida passagem pelo futebol português, Carlinhos Bala se transformou na grande estrela do Santa Cruz treinado por Givanildo Oliveira. Bala era o mesmo velocista do início da carreira, mas estava mais experiente, sabendo melhor os atalhos do campo, mais seguro... Bala voou naquela temporada.  Dentro de campo, comandou a equipe na conquista estadual de forma antecipada, sem dar direito aos adversários a uma partida extra para decisão. Na Série B, ele tava virado. Infernizou as defesas adversárias, levando o Tricolor à Série A. 

2. Artilharia, gestos obscenos e ida para o Cruzeiro

Em 2006, Carlinhos Bala não diminuiu o ritmo. Prometia bons jogos durante a semana, em entrevista à imprensa, e cumpria em campo. Fez 20 gols e acabou como artilheiro do Estadual. Na decisão contra o Sport, na Ilha do Retiro, após cobrar um dos pênaltis, fez gestos obscenos para uma organizada do Leão.  Perdeu a cabeça e também perdeu o título estadual. Mas estava em alta após a disputa. Tanto que foi contratado pelo Cruzeiro com direito a uma camisa preparada para ele: com o número 38 nas costas. 

 

3. Chegada na Ilha do Retiro 

Depois do que aconteceu no Estadual, chegou a ser surpresa o anúncio da sua contratação pelo Sport em 2007. Carlinhos Bala não foi bem no Cruzeiro. Ele queria voltar para Recife. E jogar pela Série A na sua terra. Fez de tudo para que o time mineiro liberasse sua saída. Voltou, vestiu a camisa do Leão, pediu perdão à torcida, fez gols, ganhou título e ficou numa boa no Sport.

4. Falou com Deus e o titulo da Copa do Brasil

Em 2008, Carlinhos Bala já se sentia em casa na Ilha do Retiro. Era referência no elenco. Foi fundamental tanto na conquista do Estadual e, principalmente, na histórica Copa do Brasil. Na competição nacional, além do seu empenho, velocidade, vibração e gols, o homem falou com Deus. "Ele me falou: vamos ser campeões". E olhe que ele falou logo após a derrota do Leão para o Corinthians, por 3x1, na primeira partida da final. Na Ilha do Retiro, o Sport ganhou por 2x0 e ficou com a taça. 

5. Rei de Pernambuco

Em 2010, Carlinhos Bala vestia a camisa do Náutico. Num clássico contra o Santa Cruz, ele viu o atacante Brasão, vestindo a camisa tricolor, fazer dois gols na vitória sobre o Timbu, por 4x2. E cantou de galo, dizendo que era o Rei do Futebol de Pernambuco. Bala não ficou calado. Ao ajudar o Náutico a chegar às finais do Estadual, bateu no peito e disse que ele é, na verdade, o Rei. Só que se deu mal porque o título ficou com o Sport. 

 

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