FIM DO SERVIÇO

Advogado quebra silêncio, anuncia fim de transição jurídica e é mais um a sair de cena no Santa Cruz

Jhonny Guimarães foi um dos fundadores do Intervenção Popular Coral (IPC)

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Túlio Feitosa, Túlio Feitosa

Publicado em 24/09/2021 às 15:17
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O advogado Jhonny Guimarães, co-fundador do Intervenção Popular Coral (IPC) e responsável pela transição jurídica do Santa Cruz, havia se afastado das redes sociais após sofrer ameaças de membros de torcida organizada da Cobra Coral, mas quebrou o silêncio nesta sexta-feira (24) para anunciar o fim do serviço para com a atual gestão do clube Tricolor.

"Ter me disponibilizado a ajudar nesse periodo de 180 dias foi talvez uma das decisões mais amargas que já tomei na minha vida, porque isso me custou muito mais do que podia suportar, ameaças constantes de morte a mim e à minha família, ataques ao meu escritório e todo tipo de difamação possível aliados ao dever ético profissional de preservar minha opinião e conter meus posicionamentos públicos em respeito à instituição, o que de forma justa causou a revolta de tantos torcedores", disse em comunicado.

Em nota, Jhonny afirmou que integrou ao clube no mês de março para ajudar na transição jurídica pelo período de 180 dias. Segundo ele, cerca de 60 processos judiciais do Santa Cruz estiveram sob cuidados do advogado, além de outros contratos existentes.

"Prefiro suportar todo o peso das criticas e ameaças do que ser irresponsável com o clube que amo, Seria muito fácil para mim atacar publicamente os erros da gestão e com isso atenuar as críticas e ameaças que sofri neste periodo, mas tive que adotar um silêncio de responsabilidade, que não se confunde com silêncio de conivência ou de covardia", frisou Jhonny.

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Como fundador do IPC, o advogado foi um dos protagonistas da última eleição do Santa Cruz, que acabou elegendo o "ProSanta", do presidente Joaquim Bezerra e do então vice-presidente André Frutuoso, que entregou o cargo após ameaças de torcida organizada.

Em entrevista fornecida ao Blog do Torcedor no mês de julho, Jhonny Guimarães falou sobre as ameaças que sofreu, além do seu vínculo com o clube Tricolor e o contrato abaixo do valor de mercado, sugerido pelo próprio advogado. Segundo ele, mais para ajudar o clube do coração. Ele tratou com naturalidade as ameaças, mas não escondeu a insegurança dos familiares.

"Por sinal, o contratamos que acertamos é muito bom para o Santa Cruz. Eu cobrei cinco vezes menos do que cobraria para qualquer outra pessoa. Faço por amor. Isso mal paga a equipe que contratei para tocar esses processos. E não tem nenhuma ligação com o futebol", afirmou o advogado.

"Só que as pessoas associam isso a mim. E gera esse tipo de ameaça. Entendo que tive uma papel relevante na política do clube e acabo arcando com as consequências. Fico triste pela minha mãe, pela minha esposa, que ficam amedrontadas, mas, enquanto a bola não entrar, as pessoas vão culpar todo mundo", acrescentou ao Blog.

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