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Emocionado, filho de Araponga detalha últimos momentos do "maior alvirrubro de todos os tempos", segundo ele

Funcionário mais antigo do Timbu fez questão de ir para o hospital com a camisa do Náutico

Haim Ferreira
Haim Ferreira
Publicado em 17/10/2021 às 13:44
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THIAGO CALDAS/CNC
Araponga tinha 81 anos - FOTO: THIAGO CALDAS/CNC
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Severino Matias de Carvalho, o Araponga, era um autêntico alvirrubro e assim permaneceu até o seu suspiro final. Na noite do último sábado (17), o funcionário mais antigo e ícone do Náutico faleceu devido a um sangramento no esôfago. Em entrevista ao repórter João Victor Amorim da Rádio Jornal, o seu filho, Luiz Cláudio, relatou os últimos momentos do seu pai.

Segundo Luiz, a o quadro clínico de Araponga começou a piorar na sexta-feira, quando ele teve um quadro de diarreia e vômito. No sábado, os sintomas se agravaram e o alvirrubro foi levado por uma filha à UPA de Jardim Paulista. Lá ele foi atendido e internado, mas não resistiu.

"Antes mesmo de sair de casa (para ir ao hospital), quando ele viu que estava sem a camisa do clube, ele disse que não ia sair. Não sei se era um aviso ou um chamado. E assim foi feito. Ele colocou a camisa do Náutico e foi socorrido", contou seu filho.

Luiz Cláudio ainda fez um relato emocionante sobre os últimos momentos do funcionário mais antigo do Náutico no leito do hospital. Ainda lúcido, Araponga conversou com a médica plantonista e uma das suas últimas palavras foram perguntando se o Náutico venceu. O Timbu jogava contra a Ponte Preta e derrotou os paulistas por 3x2. Ao ouvir que sim, ele respondeu: "agora estou feliz". "É o maior alvirrubro de toda a história", finalizou seu filho.

Kuki fala da amizade com Araponga e chora ao relembrar momentos com o seu "avô"

Um dos maiores ídolos do Náutico, o ex-atacante Kuki tem uma longa história de amizade com Araponga. Segundo ele, o roupeiro era uma espécie de avô. Foi quem recepcionou o camisa 11 quando chegou no Recife, há 20 anos atrás. Confira o relato:

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