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Bernardinho técnico da seleção brasileira de futebol ou presidente? Treinador explica em palestra; entenda

Treinador da seleção francesa de vôlei revelou se poderia ou não acabar assumindo esses cargos

Carolina Fonsêca
Carolina Fonsêca
Publicado em 20/10/2021 às 22:01
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REPRODUÇÃO/YOUTUBE
Bernardinho foi o palestrante em um debate sobre liderança. - FOTO: REPRODUÇÃO/YOUTUBE
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Palestrante em um evento online sobre liderança, o técnico da seleção francesa de vôlei e ex-técnico da seleção brasileira, Bernardinho comentou a possibilidade de ocupar a presidência da República ou o comando da seleção brasileira de futebol. A palestra foi realizada na noite desta quarta-feira (20), promovida pelo Instituto de Formação de Líderes (IFL), em formato virtual, no YouTube, integrando uma série de eventos promovidos pela entidade, que na região Nordeste é apoiada pelo movimento Atitude Pernambuco.

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Após uma trajetória de sucesso nas quadras, o também economista e empresário Bernardo Rezende iniciou sua jornada no mundo empresarial, onde atua com a mesma dedicação dos tempos de atleta e treinador. Entre as empresas da qual é sócio está a BodyTech, maior rede de academias da América Latina. Um líder de sucesso. Durante o momento de perguntas, Bernardinho recebeu o seguinte questionamento: "Em um tempo recente, após uma derrota da seleção brasileira [de futebol] em uma Copa do Mundo, a imprensa chegou a ventilar a possibilidade do seu nome para treinar a seleção de futebol. O mesmo acontece na política, onde seu nome já foi ventilado para o governo do Rio de Janeiro e até para presidente da República. Existe escassez de líderes a ponto de precisar que um líder saia de sua área de atuação e vá contribuir em outra área? Você acha que daria certo e chegou a considerar a possibilidade de aceitar esses desafios?".

O treinador e empresário descartou, logo de cara, a questão da presidência, mas contou que chegou a considerar o governo do Rio de Janeiro. "Com toda sinceridade, presidente da República eu nunca considerei. Eu tenho humildade suficiente para entender que eu não sou uma pessoa preparada para isso. As pessoas chegam para mim e falam 'mas olha os nossos presidentes, você acha que é menos capaz que eles?'. Eu não estou dizendo que eu sou menos ou mais capaz que eles, acho que eles não sejam, até aí isso não é um grande elogio para mim. Se eu considerei o governo do Rio? Eu considerei", admitiu.

Bernardinho acrescentou ainda que conversou com pessoas próximas e debateu a possibilidade de concorrer a governador do Rio de Janeiro, embora nada tenha passado de conversas.

"Certamente não sou o melhor gestor público, nunca geri nada publicamente. Geri uma série de outras coisas, mas não uma instituição pública. Mas eu teria, na minha opinião, a capacidade de formar uma grande equipe. E fundamentalmente o que um líder faz é isso. Eu não seria um secretário de Fazendo, não seria secretário de Desenvolvimento. Eu teria os melhores nas suas posições. O melhor treinador obrigatoriamente foi o melhor jogador? Eu fui reserva. Era um jogador esforçado, quando muito. Numa geração brilhante, a geração de prata, de jogadores excepcionais, eu era longe de ser excepcional. Era nota cinco perto dos caras que eram nota 10. Mas eu acho que eu teria a capacidade de formar grandes times", acrescentou. 

Seleção brasileira de futebol 

Quanto ao futebol, Bernardinho afirmou que para mudar de esporte, seja na seleção ou assumindo um dos clubes brasileiros, seria necessário uma mudança de cultura nessas instituições. Para ele, é fundamental abandonar a "cultura do resultado imediato" para dar lugar à "cultura do trabalho, da construção".

"Eu não sou treinador [de futebol]. Eu sou um dos milhões de brasileiros que acha que entendem de futebol, mas o fato é que eu tenho capacidade de trabalhar em equipe. Eu poderia ser o que na Inglaterra se chama de manager. Já viu no futebol americano quantos coaches são? Você tem um manager que lidera um grupo de pessoas que são tecnicamente os mais capazes nas suas áreas de atuação. Como que eu viabilizo a melhor performance dessa orquestra?  É como um maestro. O maestro não é o melhor, provavelmente, em nenhum instrumento, mas ele é o maestro. Ele faz com que do cara do triângulo ao cara do violino, do piano, toquem a melhor sinfonia", analisou. 

Segundo Bernardinho, ele também foi procurado por grandes clubes brasileiros - convites que aconteceram em momentos de crise desses clubes. 

"Qualquer crise, muda tudo. [...] Quando me perguntaram, a primeira coisa que disse é: tem que mudar a cultura do local. Eu vou ter, como líder, carta branca para realizar aquilo que tem que ser realizado ou na primeira derrota que o time sofrer você vai mudar de novo? Porque a cultura não é do trabalho, da construção. É a cultura do resultado imediato, que não vai acontecer", disse. 

Carreira 

Bernardo Rocha de Rezende, o Bernardinho, é um dos principais nomes da história do vôlei brasileiro e mundial. Sucesso dentro e fora das quadras, o treinador, escritor, empresário e palestrante é referência em temas sobre perseverança, liderança, gestão de equipes, motivação e comprometimento. Atualmente, tem se dividido entre seus negócios, palestras, treinos e jogos à frente da equipe feminina do Sesc/RIO. Ele possui sete medalhas olímpicas e é um dos maiores campeões da história do vôlei, com mais de 30 títulos em 22 anos de carreira dirigindo as seleções brasileiras feminina e masculina.

Treinador mais consagrado da história do vôlei brasileiro, tornou-se referência nacional em gestão de equipes de alta performance e liderança. Economista de formação, atualmente é empreendedor, palestrante e sócio do Além da Facul. Como empreendedor, possui diversos empreendimentos de sucesso, incluindo a maior rede de academias da América Latina, restaurantes, além de projetos sociais como o Instituto Compartilhar, que desenvolve jovens de comunidades carentes por meio do esporte.

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