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O Sport é Jason! Conheça o rubro-negro que começou essa história

Personagem hoje é usado como símbolo de luta pelos rubro-negros e jogadores

Haim Ferreira
Haim Ferreira
Publicado em 05/11/2021 às 13:50 | Atualizado em 05/11/2021 às 14:37
TV GLOBO
Imagem que eternizou Charles como Jason - FOTO: TV GLOBO
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A campanha do acesso do Sport na Série B de 2011 ficou marcada na história do clube pela forma dramática como o Leão se classificou para a 1ª Divisão. O acesso só veio na última rodada, em uma partida repleta de simbolismos contra o Vila Nova, em Goiás. Mesmo com chances mínimas, os rubro-negros conseguiram uma arrancada nas rodadas finais, além de serem ajudados por uma combinação de resultados, chegando à Goiânia com a simples missão de vencer e subir. Aconteceu: 1x0.

A chuva, a invasão dos rubro-negros ao Serra Dourada, o gol de Bruno Mineiro e a roda de orações dos jogadores com a torcida do centro do gramado ficaram eternizados na memória dos rubro-negros. Em meio à todo este clima de superação, surgiu a fama: "O Sport é Jason". Tudo começou por conta da imagem de um torcedor usando a máscara do personagem do filme Sexta-Feira 13 na transmissão da partida. Somado ao fato do Leão ter conseguido subir, quando ninguém mais acreditava, a comparação foi inevitável.

O torcedor por trás da máscara era Charles Andrade, de 44 anos, que sem saber se tornaria o primeiro Jason do Sport. Doutor em administração, empresário e professor universitário, ele conversou com o Blog do Torcedor e explicou como a fama do personagem começou e hoje se tornou um símbolo de esperança entre os leoninos.

"Do lado de fora do Serra Dourada havia um ambulante vendendo um bocado de coisas numa barraca. Entre elas, tinha um saco com 10 máscaras de Jason. Eu vi o pessoal comprando e resolvi comprar uma pra mim também. Lembro que a minha foi a penúltima. Quando eu entrei no Serra Dourada, vi que tinham mais algumas pessoas usando ela e achei legal", comentou.

Naquele ano, Charles viajou para todos os estádios em que o Sport jogou como visitante, coisa que era comum quando era mais jovem. Ele sempre levava cartazes com frases de apoio e foi com um deles que ele fez sucesso. Ao fim da partida, de baixo de muita chuva, ele ergueu a placa: "Eu já sabia". Com a máscara sobre a cabeça, a imagem rodou todo o País.

 

"Tinham várias pessoas com a máscara, mas eu acho que pelo fato de eu ter levantado o cartaz, a câmera focou mais em mim. Quando eu voltei pra Recife e vi toda a repercussão, várias pessoas usando a mesma máscara, eu não acreditei. Eu não esperava isso. Eu comprei a máscara totalmente sem compromisso, mas virou algo enorme", contou.

"Depois disso que aconteceu no Serra Dourada, passaram a aparecer diversos Jasons na Ilha do Retiro. O pessoal gostou mesmo. Tinha gente que ia toda caracterizada, com capa, facão de brinquedo. Eu achei super legal, pois eu sabia que se eu não fosse com a máscara, iam outras pessoas representando o Jason", complementou.

Aquela havia sido apenas uma semente do que a imagem do Jason se tornaria para o Sport. Sempre quando o time está passando por situações difíceis, a torcida toma posse do lema "O Sport é Jason, nunca morre". Com o risco de rebaixamento para a Série B neste ano, não está sendo diferente. O espírito foi reincorporado pelo atacante Mikael, na última rodada do Brasileirão. Ao marcar um dos seus dois gols, o atacante colocou a máscara , trazendo o ditado rubro-negro à tona novamente.

"A situação é difícil. Acho que a permanência da gente passa por esse jogo contra o Fluminense. Se ganhar, dá pra escapar. A gente vai ter uns confrontos diretos que tem que vencer de todo jeito, mas eu acredito sim que vamos ficar na primeira divisão", explicou o Jason rubro-negro.

 
 
 
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Hoje com duas filhas que são atletas de natação do Leão, Charles não vai aos estádios há quatro anos para se dedicar mais à família e à vida profissional. Mesmo assim, ele vai com frequência à Ilha do Retiro diz que não perde um jogo do Sport. A lendária máscara, é claro, está muito bem guardada.

"A máscara continua aqui. Eu não uso mais ela, porque não estou indo aos jogos, mas não perco nenhum. Tenho o canal por assinatura e agora acompanho mais de longe as coisas. Sou sócio e tenho duas cadeiras no Sport. Não sei nem quem estão sentando nelas", disse em tom extrovertido.

ARQUIVO PESSOAL
Como a lenda do Jason no Sport começou: estádio Serra Dourada, em 2011 - ARQUIVO PESSOAL

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