VIOLÊNCIA

Conhecido por "Lucifer", criminoso se orgulha de ter matado 48 rivais em prisões de São Paulo

Criminoso é o fundador da "Irmandade de Resgate do Bonde Cerol Fininho", uma das nove facções violentas criadas no sistema carcerário do Estado

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Publicado em 22/10/2020 às 8:58
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Marcos Paulo da Silva, 42 anos, é condenado a 217 anos e três meses de reclusão - FOTO: REPRODUÇÃO
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O preso Marcos Paulo da Silva, 42 anos, conhecido como Lucifer, tem orgulho em dizer que já matou 48 inimigos dentro dos presídios estaduais de São Paulo, berço das facções criminosas, desde que foi preso, em 1995. Diagnosticado com psicose, Lúcifer é o fundador da "Irmandade de Resgate do Bonde Cerol Fininho", uma das nove facções violentas criadas no sistema carcerário do Estado, e rival do Primeiro Comando da Capital, conhecido como "PCC". As informações são do UOL.

Segundo a SAP (Secretaria Estadual da Administração Penitenciária), o detento foi condenado a 217 anos e três meses de reclusão, é acusado por seis homicídios e ainda por ter ordenado a morte de outros dois detentos, em fevereiro de 2015.

Ele foi preso em 1995, aos 18 anos, por furto e roubo. A condenação extensa foi por crimes praticados dentro da prisão, como assassinatos e danos ao patrimônio. Psicólogos que avaliaram Silva escreveram nos laudos médicos que ele nunca cometeu um assassinato nas ruas, todos foram no interior do sistema prisional.

Quando completou um ano na prisão, aos 19 anos, Silva ingressou no Primeiro Comando da Capital. Em declarações à Justiça, ele afirma que deixou o PCC em 2008 porque a organização "passou a visar apenas o capitalismo, o lucro e abandonou a luta em prol da população carcerária". "Fui usado pelo PCC para exterminar presos. Mas não me arrependo de matar aquelas pessoas porque a luta era justa. Havia muitos estupradores e ladrões que roubavam presos dentro da cadeia", disse o criminoso.

Cerol Fininho

Em 10 de janeiro de 2009, o presidiário criou a "Cerol Fininho", que tem como objetivo matar os inimigos, principalmente do PCC, sendo obrigatório decepar a cabeça e arrancar as vísceras das vítimas. Também é regra escrever o nome da facção com o sangue dos mortos nasnas paredes das celas e pátios das unidades prisionais. Taisregras são mencionadas no estatuto do grupo, escrito pelo próprio Silva.

Segundo o presidiário, o lema do grupo é "lealdade, justiça, guerra e morte". E o objetivo: "esmagar com mãos fortes os tiranos que usam de suas forças para oprimir os mais fracos, sobretudo PCC, TCC, ADA e SS".

As outras facções conhecidas são a Serpente Negra; SS (Seita Satânica); PCC; CDL (Comando Democrático da Liberdade); CRBC (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade); CJVC (Comando Jovem Vermelho da Criminalidade); TCC (Terceiro Comando da Capital) e ADA (Amigos dos Amigos). Nenhum sistema prisional no país foi berço de tantas facções.

 

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