IMUNIZAÇÃO

Anvisa decidirá sobre uso emergencial da Coronavac e da vacina de Oxford neste domingo

O próximo domingo (17) é o penúltimo dos 10 dias estipulados pela Diretoria da Anvisa para discutir pedidos de autorização para uso emergencial de vacinas contra covid-19

Agência Brasil Estadão Conteúdo
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Publicado em 12/01/2021 às 19:53
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PEDRO PARDO / AFP
O governo federal afirma que, no melhor cenário, começará a vacinar em 20 de janeiro - FOTO: PEDRO PARDO / AFP
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Atualizada às 23h35
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fará reunião de diretoria colegiada no domingo (17) para discutir os pedidos de autorização para uso emergencial de vacinas contra a covid-19 e bater o martelo sobre as solicitações. Segundo comunicado oficial da Anvisa, a data é o penúltimo dos 10 dias estipulados como limite para este tipo de exame pela agência reguladora.
O Instituto Butantan, em parceria com a farmacêutica chinesa Sinovac, e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), parceira do consórcio Astrazeneca/Oxford, entraram com requerimentos de autorização em caráter emergencial para suas respectivas vacinas, a Coronavac e a chamada vacina de Oxford.
A diretoria da Anvisa é formada por cinco diretores, sendo o médico e contra-almirante Antonio Barra Torres o presidente do órgão. 
Na primeira etapa da análise, verificou-se se a documentação e as informações essenciais estavam nos materiais apresentados pelos centros de pesquisa. Após essa triagem, os técnicos da Anvisa passaram a examinar os relatórios enviados e os dados constantes nos requerimentos submetidos.
 
>> Veja documentos necessários para tomar a vacina contra a covid-19

Para que o exame seja finalizado, as duas instituições solicitantes precisam enviar o conjunto da documentação à agência reguladora. Caso haja atraso no encaminhamento ou complementação, a tomada de decisão pode ser adiada.

Conforme a última atualização, do início da noite desta terça-feira (12), 33,7% da documentação entregue pelo Butantan estava pendente de complementação; 5,4% ainda não haviam sido apresentados; 40,17% foram concluídos e 20,13% estão em análise.
GOVERNO DE SÃO PAULO
Vacina da biofarmacêutica Sinovac Life Science, com sede na China - GOVERNO DE SÃO PAULO


Entre os pontos que precisam de material adicional está o desfecho da análise de eficácia do estudo clínico da fase 3 (a última etapa) e testes de pureza, identidade e potência da vacina, além de dados de segurança e eficácia em subgrupos de pacientes por status de infecção. Hoje o Instituto divulgou informações adicionais sobre a eficácia da vacina.

Já no caso da vacina da Astrazeneca/Oxford/Fiocruz, 14,4% do material repassado à Anvisa precisa ser complementado; 32,39% foram concluídos e 53,17% estão em análise. Entre os pontos que necessitam de mais informações está o processo de fabricação, incluindo atributos críticos de qualidade.
JUSTIN TALLIS/AFP
Comunicado foi divulgado nesta terça-feira (12) pelo regulador europeu - JUSTIN TALLIS/AFP
 
O governo federal afirma que, no melhor cenário, começará a vacinar em 20 de janeiro. Para isso, depende do aval da Anvisa.

Coronavac tem eficácia geral de 50,38%

A taxa de eficácia geral da Coronavac, vacina contra o coronavírus desenvolvida pela farmacêutica chinesa Sinovac e produzida no Brasil pelo Instituto Butantan, é de 50,38%. A taxa que considera a análise de todos os voluntários infectados pela covid-19 foi revelada nesta terça-feira (12), durante entrevista coletiva, pelo diretor médico de pesquisa clínica do Instituto Butantan, Ricardo Palácios. Ele explicou que essa é a eficácia geral da vacina nos estudos de fase 3.
O número é inferior ao apresentado na semana passada pelo governo paulista, de 78%, pois, como o Estadão revelou, a taxa referia-se somente a um recorte do estudo: ao grupo de voluntários que manifestaram casos leves de covid, mas com necessidade de atendimento médico.

Sem data para vacinação, Saúde adia reunião com governadores

Ainda sem data para começo da vacinação contra a covid-19, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, adiou uma reunião com governadores que seria feita nesta terça-feira (12). O encontro serviria justamente para planejar a campanha de imunização contra a pandemia.

Nova reunião foi marcada para a próxima terça-feira (19), segundo o governador do Piauí, Wellington Dias (PT). "Não fazia sentido fazer uma agenda para marcar outra", disse Dias. Além da falta de uma data para a imunização, Pazuello pediu adiamento por estar em Manaus, cidade que volta a viver grave crise por causa da covid-19.

Vacina no dia 'D' e hora 'H'

Em cerimônia na segunda-feira (11), na capital do Amazonas, Pazuello disse que a vacinação vai começar no "dia D, na hora H" "Todos os Estados receberão simultaneamente a vacina, no mesmo dia. A vacina vai começar no dia D, na hora H. No dia D, na hora H, no Brasil", afirmou o ministro, sem definir datas.

A equipe de Pazuello tem dito que, no melhor cenário, a vacinação contra a covid-19 começa no dia 20 de janeiro.  O governo Jair Bolsonaro tem sido pressionado para antecipar o calendário de vacinação contra a covid-19. A comissão da Câmara dos Deputados que trata da covid-19 convidou o ministro Pazuello, além de representantes da Anvisa e das secretarias de saúde dos Estados e municípios, para audiência pública na quarta-feira (13), para dar detalhes sobre a campanha no Brasil.

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Vacina contra a covid-19 - FOTO:OSCAR DEL POZO / AFP
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Vacina da biofarmacêutica Sinovac Life Science, com sede na China - FOTO:GOVERNO DE SÃO PAULO
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Comunicado foi divulgado nesta terça-feira (12) pelo regulador europeu - FOTO:JUSTIN TALLIS/AFP

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