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Com atraso na chegada de insumos, Instituto Butantan suspende envasamento de doses da CoronaVac

No entanto, calendário de entrega do imunizante ao Ministério da Saúde não deverá ser afetado

JC Estadão Conteúdo
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Estadão Conteúdo
Publicado em 07/04/2021 às 20:41
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MISTER SHADOW/ESTADÃO CONTEÚDO
Diretor do Butantan, Dimas Covas - FOTO: MISTER SHADOW/ESTADÃO CONTEÚDO
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Atualizada às 23h14

O envase de doses da vacina contra covid-19 CoronaVac foi temporariamente suspenso pelo Instituto Butantan após atraso na chegada de matéria-prima vinda da China, produzida pela farmacêutica Sinovac. No entanto, segundo o órgão, o calendário de entrega do imunizante ao Ministério da Saúde não deverá ser afetado.

À GloboNews, o diretor do instituto, Dimas Covas, negou, nesta quarta-feira (7), qualquer anormalidade no trâmite, e disse que o lote de matéria-prima que estava previsto para esta quinta-feira (8) deve chegar ao País na próxima semana por causa de um atraso no despacho. "A matéria-prima está pronta para o embarque na China, houve um problema burocrático. Não há anormalidade. Não há retenção de vacina da China. Não há nenhum ruído de comunicação entre o Brasil e a China nem entre o Butantan e a Sinovac", explicou.

Segundo Covas, o envase foi suspenso há 10 dias, e o processo completo até a entrega das doses ao Ministério da Saúde dura aproximadamente 20 dias.

Durante a entrevista, o diretor do Butantan ainda cobrou celeridade da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) na entrega das doses da vacina Oxford/AstraZeneca ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). "O calendário de vacinação do Ministério da Saúde depende também do aporte dos milhões de doses que a Fiocruz prometeu entregar. Por sinal, é uma produção que deveria ter começado a ser entregue em fevereiro. O Butantan está cumprindo seu compromisso, mas, obviamente as vacinas adicionais precisam chegar", disse.

Em nota, o Butantan informou que "todas as doses provenientes do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) recebido da China já foram envasadas. Neste momento, cerca de 2,5 milhões de vacinas encontram-se em processo de inspeção de controle de qualidade - parte integrante do processo produtivo - para serem entregues na semana que vem ao Programa Nacional de Imunizações".

O Instituto destacou que desde janeiro já entregou 38,2 milhões de doses, que compõem a maior parte das vacinas aplicadas nas cidades brasileiras. O total de 46 milhões de vacinas, referentes ao primeiro contrato com o Ministério da Saúde, será entregue até o dia 30 de abril, na previsão do Butantan. Outras 100 milhões são esperadas ao longo do segundo semestre.

Não é a primeira vez que a linha de envase é paralisada à espera da chegada de novos lotes de IFA da China. Entre janeiro e fevereiro, a fábrica também ficou dias ociosa. A importação do IFA é um assunto que tem mobilizado o governo de São Paulo e o governo federal por meio do Itamaraty.

O governador João Doria (PSDB) afirmou nesta quarta-feira (7) que conversou com o embaixador da China Yang Wanming sobre o envio de insumos para a vacina contra a covid-19, a Coronavac, e foi informado de que o embarque está previsto. Durante a manhã, o Instituto Butantan fez o repasse de mais um milhão de doses para o Ministério da Saúde.

MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL
Vacina contra covid-19 - FOTO:MARCELO CAMARGO/AGÊNCIA BRASIL

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