OPERAÇÃO

Lázaro Barbosa descarregou arma contra policiais e estava com R$ 4.400 no bolso, diz secretário

Segundo secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, a quantia encontrada com o fugitivo pode indicar que ele estava recebendo ajuda de outras pessoas

Estadão Conteúdo Julianna Valença
Estadão Conteúdo
Julianna Valença
Publicado em 28/06/2021 às 14:21
Notícia
Reprodução / Internet
Lázaro foi morto por policiais nesta segunda-feira (28) - FOTO: Reprodução / Internet
Leitura:

O secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, declarou em coletiva de imprensa nesta segunda-feira (28), que o até então foragido, Lázaro Barbosa, foi encontrado portando cerca de R$ 4.400. O ‘serial killer do DF’ - como ficou conhecido pelos internautas -, foi morto na manhã desta segunda, em operação policial, no município de Águas Lindas de Goiás, no vigésimo dia de buscas.

Segundo Rodney Miranda, a quantia encontrada com Lázaro reforça as informações de que o criminoso estava recebendo ajuda de outras pessoas para fugir. Segundo o secretário, o homem poderia estar atuando como jagunço e segurança de algumas pessoas da região. “Além da arma, ele foi encontrado com ele cerca de R$ 4.400 no bolso. Isso é mais uma prova de que tem gente acobertando ele e dificultando o trabalho dos policiais”, declarou Rodney.

Ainda segundo declarações do secretário, haviam mandados de busca e apreensão para esta segunda-feira, mas foram adiados por causa da captura do fugitivo. “As investigação não acabaram aqui. Ainda temos algumas pessoas para investigar e prender, mas os principais que seriam o empresário, que seria o chefe da investigação, e o psicopata, já não são mais problema”, completou Rodney Miranda.

 

Buscas

 

O cerco policial para prendê-lo durou 20 dias e as buscas se concentraram na região de Cocalzinho de Goiás (GO), no entorno entre o DF e Goiás, onde havia sido visto pela última vez. A Polícia Militar usou helicópteros, cães farejadores e contou com auxílio da Polícia Federal para capturá-lo. Segundo agentes que acompanham as buscas, Lázaro conhecia bem a área, onde mora sua família, e tinha facilidade para se esconder na mata.


A polícia confirmou que o homem também é investigado pela morte de um caseiro em Girassol, no dia 5 de junho, quatro dias antes do assassinato de uma família em Ceilândia.


Na terça-feira, 15, Lázaro fez uma pessoa refém em Edilândia (GO), na mesma região de Cocalzinho, e trocou tiros com policiais. Um agente foi atingido, mas ficou bem após socorro médico. "Foram tiros de raspão, dois tiros, os dois passaram de raspão no rosto. Já foi socorrido e está tranquilo", disse o secretário de Segurança Pública de Goiás, Rodney Marques, em entrevista na noite de terça-feira. O foragido havia sido visto em propriedades rurais na região do entorno do DF e Goiás.


Uma força-tarefa com cerca de 200 policiais foi montada e tem usado o distrito de Girassol, área rural de Cocalzinho, como base. O secretário de segurança de Goiás disse na quinta-feira, 17, que o grupo foi reforçado por 20 agentes da Força Nacional de Segurança. Um grupo de oração esteve próximo a uma das bases usadas pela polícia na manhã da quinta-feira, 17, pedindo proteção divina para a vida dos policiais e dos moradores.


Lázaro é acusado de matar, a tiros e facadas, três pessoas na zona rural de Ceilândia no último dia 9 de junho. Os mortos eram Cláudio Vidal de Oliveira, de 48 anos, e os filhos Gustavo Marques Vidal, de 21 anos, e Carlos Eduardo Marques Vidal, de 15 anos.


O foragido também é apontado como responsável pelo sequestro da mulher de Cláudio, Cleonice Marques de Andrade. O corpo dela foi encontrado no dia 12 à beira de um córrego, próximo da casa onde a família morava.


Nascido na cidade baiana de Barra do Mendes, a 530 quilômetros de Salvador, Lázaro já respondeu, na cidade natal, a um processo por homicídio quando tinha 20 anos. Em 2011, já em Ceilândia, ele foi condenado por estupro e roubo com emprego de arma. Ele chegou a ser preso em 2018, em Águas Lindas de Goiás, mas fugiu do encarceramento poucos meses depois.

Comentários

Últimas notícias