Sepultamento

Lázaro Barbosa, o 'serial killer de Brasília', será enterrado em cerimônia fechada

Advogado que auxilia a família disse que o local e a data do enterro não serão divulgados por questão de segurança

Estadão Conteúdo Douglas Hacknen
Estadão Conteúdo
Douglas Hacknen
Publicado em 30/06/2021 às 22:31
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Lázaro mobilizou uma ação policial que durou 20 dias - FOTO: REPRODUÇÃO
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Com informações do UOL

O corpo de Lázaro Barbosa, o serial do DF, morto durante troca de tiros com policiais na última segunda-feira (28), em Águas Lindas de Goiás, será sepultado em cerimônia fechada e secreta. Segundo o advogado Wesley Lacerda, que auxilia a família, o local e a data do enterro não serão divulgados por questão de segurança e privacidade dos familiares. Somente parentes estarão presentes.

"Meu apoio ficou restrito a buscar informações junto ao IML [Instituto Médico Legal] sobre a liberação do corpo, bem como passar as informações corretas e de forma clara para os familiares, por uma questão de caridade e humanidade, já que eles são muito carentes e de baixa instrução", afirmou Lacerda ao UOL. 

Após a captura e morte de Lázaro, familiares afirmaram que ele seria sepultado no cemitério de Edilândia, distrito de Cocalzinho (GO), onde um irmão dele está enterrado. O corpo foi retirado do Instituto de Medicina Legal (IML) de Goiânia (GO) nesta quarta-feira (30).

A morte de Lázaro Barbosa

Lázaro foi morto na manhã de segunda-feira, 28, após ser atingido por 38 dos 125 tiros dados pelos policiais.

Ele vinha sendo caçado havia 20 dias, depois de assassinar uma família em Ceilândia (DF).

Após a morte de Lázaro, as investigações prosseguem para apurar se ele recebeu ajuda durante a fuga e, também, se ele foi mesmo o autor de outros crimes atribuídos ao 'serial killer'. De acordo com o secretário da Segurança Pública de Goiás, Rodney Miranda, foram colhidas amostras de DNA do criminoso morto para comparar com amostras coletadas das supostas vítimas dele. Ainda se apura a origem dos R$ 4,4 mil encontrados com ele.

Existe a suspeita de que alguns crimes de Lázaro possam ter sido encomendados. Ainda não se sabe a motivação, por exemplo, para o massacre da família Vidal, no dia 9, em Ceilândia (DF). O suspeito invadiu a casa e matou o empresário Cláudio Vidal, de 48 anos, e os dois filhos dele, Gustavo, de 21, e Carlos Eduardo, de 15. A esposa do empresário e mãe dos garotos, Cleonice Marques, de 43 anos, foi sequestrada e encontrada morta três dias depois.

Dias antes, Lázaro matou um caseiro em Cocalzinho, com o modus operandi de uma execução. Ele invadiu a propriedade, encapuzado e com colete à prova de balas, cometeu o crime e fugiu sem levar nada.

A delegacia regional da Polícia Civil de Águas Lindas de Goiás aguarda a chegada do laudo da perícia realizada no IML para abrir o inquérito sobre a morte de Lázaro.

O laudo, que fica pronto em dez dias, deve apontar quantos tiros atingiram o corpo, os órgãos atingidos e a direção tomada pelos projéteis. A investigação deve apontar também se houve excesso dos policiais, como eventuais disparos contra o cadáver. O inquérito será acompanhado pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Cocalzinho de Goiás retoma clima pacato

No cenário da caçada a Lázaro, uma área de 60 quilômetros entre Cocalzinho e Águas Lindas de Goiás, o clima pacato voltava a reinar nesta terça-feira. As barreiras da Polícia Rodoviária Federal (PRF) na BR-070, que liga as duas cidades, foram retiradas.

No distrito de Girassol, em Cocalzinho de Goiás, as tropas da polícia goiana que fizeram o cerco a Lázaro já deixaram o povoado e a vida da população voltava ao normal. Moradores que tinham abandonado chácaras e sítios, com medo do ‘serial killer’, começaram a voltar para cuidar dos animais e plantações

Conforme a Secretaria da Segurança Pública de Goiás, Lázaro era investigado por mais de trinta crimes cometidos em Goiás, Bahia e Distrito Federal. Ele havia sido preso duas vezes e nas duas conseguiu fugir da prisão.

Durante a caçada, o criminoso invadiu propriedades rurais, fez três pessoas reféns e baleou quatro, entre elas um policial militar. Ele já havia sido condenado por homicídio no estado da Bahia. Também era procurado por roubo, estupro e porte ilegal de arma. Entre os investigados por suposta ajuda ao criminoso está o fazendeiro Elmi Caetano Evangelista, de 74 anos, preso na quinta-feira, 24. A defesa dele disse que Elmi nega a acusação.


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