Ipojuca

Cartão-postal de Pernambuco, Porto de Galinhas não foi atingida pelas manchas de óleo

Ao todo, 30 toneladas de óleo foram recolhidas em Ipojuca neste fim de semana

Julliana Melo
Julliana Melo
Publicado em 20/10/2019 às 20:40
Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
Ao todo, 30 toneladas de óleo foram recolhidas em Ipojuca neste fim de semana - Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem
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Destino certo do turista que visita Pernambuco, a praia de Porto de Galinhas, localizada no município de Ipojuca, Litoral Sul do Estado, não tinha sido atingida pelas manchas de óleo até as 17h deste domingo (20). A mesma sorte não tiveram as vizinhas Maracaípe, Cupe, Muro Alto, Enseadinha e Serrambi. Lá, desde cedo, o dia foi de sol forte e trabalho árduo para funcionários da prefeitura, defesa civil e voluntários que chegaram em ônibus para auxiliar na limpeza.

Ao todo, 30 toneladas de óleo foram recolhidas em Ipojuca neste fim de semana. Só hoje foram recolhidos 400 toneis de 200 litros de óleo (com areia), o equivalente a 4 toneladas, além de 5 papas-metralhas de óleo.

No final da tarde, a prefeitura de Ipojuca comemorou a operação para limpeza das praias e da badalada Porto de Galinhas ter ficado, ao menos por enquanto, fora do desastre ambiental. "Nenhuma mancha de óleo foi encontrada no local, e o monitoramento continua sendo feito de forma ostensiva nos 33km da orla ipojucana. As praias estavam abertas aos banhistas normalmente", disse em nota.

Os primeiros registros de manchas de óleo em Ipojuca foram contabilizados na madrugada desse sábado (19), no Pontal de Maracaípe. Logo em seguida, a substância negra manchou as areias das praias de Camboa, Toquinho, Merepe, Enseadinha, Cupe, Muro Alto e Serrambi.

Um mutirão desde então foi montado, através do Comitê Gestor de Crise que envolve várias secretarias da cidade, para mitigar o problema. Cerca de 90 metros de barreira de contenção colocados no estuário do Rio Maracaípe. A sociedade civil também foi chamada e compareceu em peso. ONGs, associações, empresários, rede hoteleira.

Descarte do óleo

Segundo a prefeitura, o óleo recolhido nas praias está, em grande parte, sendo armazenado em recipientes específicos; outra parte por recomendação da CPRH (Companhia Pernambucana de Recursos Hídricos), está sendo levado para valas com mantas impermeáveis localizadas em Maracaípe e Muro Alto.

Preocupado com a repercussão negativa no turismo local, principal economia do município, o trade turístico antecipou que vai criar uma campanha para esclarecer aos turistas que as praias estão limpas e que o litoral espera os visitantes para o Revéillon. O desastre ambiental não causou prejuízos imediatos à rede de hotéis.

Balanço do desastre

Segundo secretário de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco, José Bertotti, de quinta-feira (17) até o domingo (20), 71 toneladas de óleo foram recolhidas do litoral do Estado. Em todo o Nordeste, a Marinha do Brasil divulgou que já foram coletadas 525 toneladas de petróleo desde 2 de setembro, quando as primeiras manchas surgiram nas praias da região.

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