Colégio Apoio

Educação aliada à cultura maker

Aos 35 anos, Apoio vira parceiro do Fab Lab

Mariane Monteiro
Mariane Monteiro
Publicado em 31/08/2019 às 8:39
Luisi Marques/JC360
FOTO: Luisi Marques/JC360
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Uma aprendizagem criativa com experimentação mão na massa. A cultura maker está cada vez mais inserida nos contextos educativos, fazendo do estudante o protagonista do seu desenvolvimento.

O Colégio Apoio, que há 35 anos trabalha a educação como instrumento de transformação da sociedade, segue inovando nas oportunidades de aprendizagem. Em 2019, passou a oferecer aos seus estudantes a Maker School, em parceria com o Fab Lab Recife.

“A escola é um fórum legítimo de formação do aluno nas suas competências cognitivas e socioemocionais. Com a mão na massa, ele vai construir, planejar e pensar empreendedoristicamente no futuro, o que é uma filosofia do Apoio”, explica a diretora pedagógica Terezinha Cysneiros. “Com a educação maker, promovemos o que sempre buscamos: o estudante ser o protagonista no pensar e no fazer”, completa.

A parceria reforça a experimentação mão na massa que o Apoio já oferece aos estudantes desde os anos 1990, com a metodologia PBL (Problem Based Learning), e as aulas de robótica, que já proporcionaram conquistas do colégio em diversos campeonatos, inclusive mundiais.

“O PBL sempre esteve presente na nossa escola e agora agregamos o know-how do Fab Lab Recife, para além das paredes da sala de aula, possibilitando a problematização do entorno e resolvendo problemas de forma concreta, como a gente já faz com a Robótica LEGO”, explica Vancleide Jordão, professora de Tecnologia do Apoio.

Atualmente, os estudantes estão desenvolvendo o projeto Casa do Futuro. Com o suporte do Fab Lab, eles agregam conhecimentos em robótica para aprenderem a construir uma casa. “Estou achando muito legal a gente interagir com essa parte de montagem. Usamos impressora 3D e cortadora a laser para fazer os cortes, madeira, cola, tudo para montar a casa. É uma experiência importante que eu não teria em outro lugar”, comenta Gabriel Correia, do 8º ano. As aulas de criatividade, emprendedorismo e resolução de problemas por meio da experimentação maker estão no currículo a partir do 5º ano; as de robótica, a partir do 6º ano - do 2º ao 5º ano, robótica é uma atividade opcional de aprendizado.

Outro ponto de destaque no Apoio é o ensino de Metodologia Científica, a partir do 8º ano. É um estímulo para familiarizar os alunos com os métodos de pesquisa e as condições necessárias para serem produtores de conhecimento científico reconhecido.

“Quando os alunos são autores, isso vai ter um efeito para o resto da vida como modificadores do ambiente para melhor. As aulas de metodologia começam com a escolha do tema, que eles aprofundam com pesquisas de campo e bibliográficas, utilizando o método científico. Eles problematizam, levantam hipóteses e respondem perguntas com acompanhamento dos professores e profissionais de fora da escola que podem agregar conteúdo, possibilitando ampliação do conhecimento e novas aprendizagens”, relata Vancleide.

Marina Albuquerque, estudante do 9º ano, sabe bem como a Metodologia Científica está presente na escola. Aluna desde a Educação Infantil, ela está encerrando o Ensino Fundamental com maiores perspectivas para o Ensino Médio. “Sempre estudei no Apoio, aqui é a minha única escola. Gosto muito das propostas que os professores trazem e as aulas de metodologia ajudam a nossa capacidade de problematizar e discutir coisas do nosso interesse. Tudo que a gente trabalha aqui conseguimos utilizar na nossa vida”, exemplifica.

Luisi Marques/JC360
Prática contínua do "mão na massa" fortalece metodologia PBL. - Luisi Marques/JC360
Luisi Marques/JC360
Marina, do 9º ano, valoriza incentivo à capacidade de problematizar. - Luisi Marques/JC360

 

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