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Taxa de analfabetismo de negros idosos é de 35,4%, aponta pesquisa

Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Rute Arruda
Rute Arruda
Publicado em 20/11/2019 às 14:28
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Foto: Guga Matos/ Arquivo JC Imagem
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) - FOTO: Foto: Guga Matos/ Arquivo JC Imagem
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A Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílios (Pnad) Contínua do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada em 2018, mostra que a taxa de analfabetismo dos negros idosos é de 35,4%. Já os brancos representam 21%. 

Ainda segundo o IBGE, as pessoas brancas analfabetas com 15 anos ou mais representam 8,9%, enquanto a taxa de negros é de 13,3%.

Taxa de homicídios

Pernambuco tem a terceira maior taxa do Brasil de homicídios de negros, segundo dados fornecidos pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). A pesquisa foi realizada em 2017 e mostra que a taxa de homicídios da população negra foi de 73,18 por 100 mil habitantes. 

De acordo com o IPEA, Pernambuco só perde para o Rio Grande do Norte e Ceará. A pesquisa ainda mostra que, em 2017, foram 4.270 negros assassinados no Estado, enquanto os não negros foram 630. Isso significa que negros morrem 7,5 vezes a quantidade de não negros no estado. 

Rendimento 

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNADC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada no terceiro trimestre de 2019 (julho, agosto e setembro) aponta que negros e pardos em Pernambuco recebem 61% do rendimento médio dos brancos. Ou seja, enquanto um branco recebe, em média, R$ 2.278, os negros têm o rendimento médio de R$ 1.373 e os pardos R$ 1.432. 

Em relação ao Brasil, a PNADC mostra que os negros e pardos recebem cerca de 56% do rendimento médio dos brancos. Isso significa que, em média, um branco recebe R$ 3.017 e negros e pardos recebem R$ 1.660. 

Dia da Consciência Negra

Nesta quarta-feira (20), é celebrado o Dia da Consciência Negra no Brasil. Apesar de 1970 ser o ano em que se falou pela primeira vez sobre este dia, apenas em 2003 foi instituída como uma data para ser trabalhada sobretudo nas escolas, quando foi sancionada a Lei n° 10.639, de 20 de dezembro de 1996, que torna obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. 

A escolha do dia 20 de novembro se deu porque neste mesmo dia, no ano de 1695, o último líder do Quilombo dos Palmares, Zumbi dos Palmares, foi morto após ser capturado pelas tropas portuguesas. 

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