Patrimônio

Obra de restauração do Mosteiro de São Bento só no fim de 2015

Monumento localizado na Cidade Alta de Olinda foi contemplado com verba do PAC Cidades Históricas, do governo federal, desde agosto de 2013

Da Editoria Cidades
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Publicado em 16/08/2015 às 8:08
Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
Monumento localizado na Cidade Alta de Olinda foi contemplado com verba do PAC Cidades Históricas, do governo federal, desde agosto de 2013 - FOTO: Foto: Ashlley Melo/JC Imagem
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A Igreja do Mosteiro de São Bento, na Cidade Alta de Olinda, receberá os visitantes na próxima segunda-feira, 17 de agosto, Dia Nacional do Patrimônio Histórico, com avarias no teto, paredes manchadas por infiltração e fissuras nos púlpitos. Monumento do século 18, o mosteiro foi contemplado com verba do governo federal para a execução de obras reparadoras desde agosto de 2013. A restauração, no entanto, só deve ter início no fim de 2015.

“Contratamos uma empresa para fazer o levantamento dos danos e desenvolver o projeto, que está em andamento”, diz o engenheiro Frederico Almeida, superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) em Pernambuco. A proposta prevê a recuperação dos bens móveis integrados (altar, cadeiras, douramento e pintura) da sacristia e da capela abacial e a restauração física de cinco edifícios.

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O trabalho será realizado em duas etapas, começando pelos trechos mais críticos: sacristia e capela abacial, o santuário particular do abade na clausura do prédio. A obra civil compreende ações na igreja, mosteiro, antiga senzala e dois anexos, além de melhorias no adro (aquele espaço aberto na frente do templo) e a estabilização da encosta no entorno do imóvel.

Os beneditinos chegaram em Olinda no ano de 1586, mas a primeira igreja erguida pelos religiosos, no início do século 17, foi destruída no incêndio de 1631 provocado pelas tropas holandesas da Companhia das Índias Ocidentais. “A nova casa ficou pronta em 1761 e o mosteiro (a habitação dos monges) é uma construção de 1860”, diz Irmão João Cassiano. De acordo com o monge beneditino, o templo passou por reformas no fim do século 19.

Agora, será recuperado com verba do PAC Cidades Históricas, que destinou R$ 61,77 milhões para 14 propostas de restauração de monumentos de Olinda. “Temos projetos prontos e em fase de elaboração, afirma a secretária-executiva de Patrimônio da cidade, Cláudia Rodrigues. O Fortim do Queijo, onde funcionará o Mercado de Peixes; o Casarão Hermann Lundgren, que será transformado no Centro de Memória de Olinda; e o Cine Duarte Coelho, que abrigará uma escola de cinema de animação, já têm projetos, diz ela.

“Entregamos todos os documentos exigidos pelo PAC para o Casarão Hermann Lundgren e estamos aguardando ansiosamente a aprovação em Brasília para licitar a obra”, declara Cláudia Rodrigues, falando especificamente sobre a edificação do século 19, com fachada revestida de azulejos portugueses, localizada no bairro do Carmo.

A secretária-executiva atribui a demora na resposta à quantidade de projetos de restauração para serem analisados no PAC, de vários lugares do País. “Muitas cidades deixaram para entregar os documentos na data limite, 30 de junho de 2015, então juntou um volume grande”, pondera Cláudia Rodrigues.

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