SOLIDARIEDADE

Doméstica que cuida de 74 cães e gatos abandonados em casa pede doações de ração

No Recife, os animais correm o risco de não ter o que comer a partir desta quinta-feira (23).

Editoria de Cidades
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Publicado em 22/06/2016 às 19:35
Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem
No Recife, os animais correm o risco de não ter o que comer a partir desta quinta-feira (23). - FOTO: Foto: Bobby Fabisak/ JC Imagem
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A vida da doméstica Francinete Souza, 48, mudou quando, há cerca de 3 anos, abriu a porta de sua casa para abrigar animais abandonados. Hoje, 74 cães e gatos dividem o teto com ela, um filho e dois netos. As dificuldades são enormes. Com o estoque de ração chegando ao fim, protetores uniram forças nas redes sociais para dar início a uma campanha de arrecadação de alimentos.

“O que tem deve durar até amanhã (23) de manhã, no máximo”, lamenta a protetora Vilani Holanda, que auxilia os animais. Quando as duas se conheceram, Francinete tinha cinco cachorros e acabado de dar um lar para outros quatro. “Ela não tinha nem banheiro dentro de casa, mas queria ajudar os bichos”, conta Vilani.

Comovida, a protetora, que cuida de 6 cães e 16 gatos em sua própria casa, abraçou a causa de Francinete e promoveu uma reforma na residência. Desde então, um pequeno canil e gatil funcionam no local. A obra custou cerca de R$ 10 mil e foi feita a partir de doações.

Agora, Vilani espera uma corrente do bem para ajudar no sustento dos animais. Funcionária pública aposentada, ela gasta quase tudo o que recebe para alimentar os cães e gatos que moram com Francinete. “Não compro uma blusa pra mim. Devo em várias casas que vendem ração. Mas vou fazer o quê? Deixar morrer de fome?”.

De acordo com Francinete, um saco de 15 quilos de ração dura, em média, dois dias. Além de alimentos, quem quiser ajudar pode doar medicamentos em geral e materiais de limpeza. Os donativos podem ser entregues a Vilani através do número (81) 98777-6451 ou de depósito em poupança (Caixa Econômica Federal, agência 0678, conta 00007551-4, operação 13).

A necessidade maior dos animais é um lar permanente. “Esse abrigo foi construído como passagem, não algo definitivo. Precisamos que eles sejam adotados”, destaca a protetora. Para ela, o maior desafio é encontrar pessoas dispostas a ajudar na retirada dos animais do local. Para que uma feira de adoção possa ser organizada, é preciso que todos os 74 cães e gatos estejam castrados, vacinados e vermifugados. Por isso, toda ajuda é bem-vinda.

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