Caso Beatriz

Suspeito do caso Beatriz é considerado foragido, diz delegada

Um mandado de prisão preventiva em nome do ex-prestador de serviço do colégio foi expedido nessa quarta-feira (12); a família de Beatriz realizou uma corrente de oração nesta quinta (13)

Marina Costa
Marina Costa
Publicado em 13/12/2018 às 9:32
Reprodução/ TV Jornal
Um mandado de prisão preventiva em nome do ex-prestador de serviço do colégio foi expedido nessa quarta-feira (12); a família de Beatriz realizou uma corrente de oração nesta quinta (13) - FOTO: Reprodução/ TV Jornal
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Em entrevista à Rádio Jornal na manhã desta quinta-feira (13), a delegada Polyanna Neri, que está à frente do caso Beatriz há um ano, informou que a polícia ainda não conseguiu localizar Alisson Henrique Carvalho e ele já é considerado foragido. A prisão preventiva dele foi decretada nessa quarta-feira (12) pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e deve ser cumprida até esta quinta. O ex-prestador do Colégio Maria Auxiliadora, onde a criança foi encontrada morta em 2015, é suspeito de apagar as imagens da câmara de segurança da instituição no dia do crime.

"Recebi a comunicação de um delegado, colega de trabalho, que Alisson iria se apresentar", informou a delegada Polyanna Nery, que ainda está em Recife, devido à audiência do TJPE nessa quarta. "Acredito que um familiar informou ao delegado que ele iria se apresentar", explicou. 

A delegada ainda informou, em entrevista, que está trabalhando incansavelmente com a sua equipe para desvendar o assassinato.

Família faz oração em frente ao colégio

A família da menina Beatriz realizou uma corrente oração na manhã desta quinta-feira (13) em frente ao colégio onde a criança estudava em Petrolina, no Sertão do Estado. O assassinato completou três anos nessa segunda-feira (10).

"Senhor, nos ajuda, nos dá direcionamento. Dá inteligência a esses investigadores", pediu a mãe da criança, Lúcia Mota. "Nós sabemos que Alisson é apenas o primeiro. Nós sabemos que outros estão envolvidos. Que a verdade, senhor, venha a tona. Que todos eles paguem por esse crime hediondo que eles cometeram", disse.

Durante a oração, Lúcia Mota, que estava bastante emocionada, afirmou que uma verdadeira investigação começa nesta quinta para desvendar o assassinato de sua filha. 

"Somos todos Beatriz. Nós queremos justiça. Nós queremos respostas. Nós queremos prisão", finalizou a família.

Relembre o caso

Beatriz Mota desapareceu durante a festa de formatura da irmã mais velha, no Colégio Nossa Senhora Auxiliadora, no dia 10 de dezembro de 2015. A menina pediu à mãe para beber água e sumiu em seguida. O corpo foi encontrado cerca de 40 minutos depois, com 42 perfurações de faca. O que aconteceu nesse espaço de tempo permanece um mistério, mesmo após três anos e quatro delegados no comando das investigações

Há um ano, a delegada Polyana Neri, diretora-adjunta da Diretoria Integrada do Interior 2, assumiu o caso em caráter de exclusividade.

Nessa terça-feira (12), em nota onde disseram acreditar nas instituições e no poder público, os pais de Beatriz Mota, Sandro Romilton e Lúcia Mota, cobraram a prisão do homem. No texto, Sandro e Lúcia destacam que não imputam ao ex-prestador de serviço da escola a autoria do crime de homicídio, mas “a prática de crimes diversos que de alguma forma contribuíram para que até agora não se chegasse ao resultado esperado por todos”.

De acordo com eles, a partir do momento em que gravações foram corrompidas, “não se pôde mais chegar com precisão ao autor ou autores do fato criminoso”. Em março de 2017, foram divulgadas imagens que teriam sido recuperadas e mostram o suposto assassino.

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