Urbanismo

Obra da via-parque das Graças está novamente paralisada

Iniciativa da Prefeitura do Recife, a via-parque será implantada às margens do Rio Capibaribe, entre as Pontes da Torre e da Capunga

Cleide Alves
Cleide Alves
Publicado em 27/11/2019 às 7:08
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Foto: Leo Motta/JC Imagem
Iniciativa da Prefeitura do Recife, a via-parque será implantada às margens do Rio Capibaribe, entre as Pontes da Torre e da Capunga - FOTO: Foto: Leo Motta/JC Imagem
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A obra de implantação da via-parque das Graças, na Zona Norte do Recife, está novamente paralisada. Moradores da área informam que o serviço vinha sendo realizado a passos lentos e foi suspenso há cerca de 30 dias. A via-parque prevê a ocupação de um trecho de 950 metros de extensão de margem do Rio Capibaribe, entre as Pontes da Torre e da Capunga, com píer, brinquedos infantis, espaço para cães, pergolado com espreguiçadeira, área coberta com mesas e bancos, mirante e faixa para carro compartilhada com bicicleta.

Iniciada em junho de 2017, a intervenção ribeirinha corresponde a mais uma etapa do projeto Parque Capibaribe. O prazo para execução seria de 18 meses, mas pouco tempo depois de começar a fazer a obra, o consórcio vencedor da licitação desistiu do contrato. Somente em março de 2019, com a escolha de outra empresa, a construção foi retomada e a expectativa da Prefeitura do Recife seria entregar a nova área de lazer da cidade em setembro de 2020.

De acordo com a Autarquia de Urbanização do Recife (Urb), foram abertas duas frentes de trabalho da via-parque nesses sete meses. A primeira, entre as Ruas Medeiros de Albuquerque e Manoel de Almeida, recebeu ações de drenagem, assentamento de piso intertravado e colocação de estacas. Na segunda área, entre a Rua das Pernambucanas e a Ponte da Capunga, a firma contratada conseguiu fazer drenagem e aplicação de piso intertravado.

“Desde o início dos serviços foi detectado um não cumprimento dos prazos por parte da empresa, que vem atuando em ritmo muito aquém do previsto em contrato”, informa a Urb, por meio de nota enviada pela assessoria de imprensa. Procurada durante dois dias (segunda, 25, e terça-feira, 26), a autarquia optou por não indicar um técnico para explicar o problema.

Na mesma nota, a assessoria de imprensa acrescenta que “a Urb enviou duas notificações extrajudiciais para a construtora responsável, solicitando a retomada do cronograma de obra” e que “a autarquia está abrindo um processo administrativo com objetivo de apurar o descumprimento do contrato.” O orçamento inicial da via-parque das Graças, de R$ 26.574.446,75 em 2017, precisou ser atualizado e chegou a R$ 32.383.232,15 este ano. Os recursos são do governo federal.

Serviços

Com a verba, a prefeitura pretende construir um mirante no fim da Rua Dom Sebastião Leme, fazer o espaço para cachorros (parcão) nas imediações da Rua Oswaldo Salsa, colocar o pergolado com espreguiçadeira próximo da Ponte da Torre e instalar outra área coberta com mesas e bancos para o lazer perto da Ponte da Capunga.

Também abrirá faixa única de 4,5 metros para carro compartilhada com bicicleta, da Ponte da Capunga até a Rua Dom Sebastião Leme e da Rua Manuel de Almeida até a Ponte da Torre. A via-parque não terá trajeto contínuo e a velocidade dos veículos não poderá ultrapassar 30 quilômetros. Estão previstos dois píeres com capacidade para pequenas embarcações.

Lúcia Moura, presidente da associação de moradores Por Amor às Graças, disse que marcou reunião com a presidência da Urb na quinta-feira (5/12) da próxima semana para discutir a obra. Em seguida, ela vai convocar uma reunião com a comunidade e convidar a Urb para participar da conversa.

Parque Capibaribe

O projeto Parque Capibaribe, apresentado em 2013, teve a primeira etapa inaugurada em setembro de 2016, o Jardim do Baobá, nas Graças. Com 100 metros de extensão e 2,2 mil metros quadrados de área, o Jardim fica entre as Ruas Madre Loyola e Antônio Celso Uchôa Cavalcanti, por trás da Estação Ponte D’Uchôa. É intenção da prefeitura unir o Jardim do Baobá com a via-parque.

A proposta é implantar 30 quilômetros de parques às margens do Rio Capibaribe (15 quilômetros de cada lado), da Várzea ao Centro, até 2037, quando o Recife completa 500 anos de fundação. O projeto é fruto de um convênio de cooperação entre a prefeitura, Secretaria de Meio Ambiente do Recife e a rede de pesquisadores da Universidade Federal de Pernambuco denominada Pesquisa e Inovação para as Cidades (Inciti).

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