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De folga, policial salva estudantes e evita uma tragédia em Lajedo

Enxame de abelhas entrou no veículo que transportava os alunos

Thalis Araújo
Thalis Araújo
Publicado em 14/02/2020 às 20:16
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Foto: Divulgação
Enxame de abelhas entrou no veículo que transportava os alunos - FOTO: Foto: Divulgação
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Um policial militar de Lajedo, no Agreste do Estado, salvou estudantes de um perigo inusitado nesta sexta-feira (14). Mesmo de folga, o cabo Antônio Pereira de Matos, ao notar pânico dentro do transporte escolar por causa de um enxame de abelhas, entrou no veículo e conseguiu afugentar os insetos utilizando como arma a camisa que vestia.

Na ação, o cabo levou ferroadas, mas acompanhou os estudantes também feridos para o hospital público da cidade. Todos ficaram em observação na unidade saúde por cerca de três horas.

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De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Militar, cabo Matos é conhecido na 11ª Companhia Independente da Polícia Militar (11ª CIPM), onde trabalha, "pelo elevado nível profissional e a forma como se destaca no desempenho das suas funções, agindo sempre com dedicação, entusiasmo e perfeição".

O gesto do policial chamou a atenção de um morador da cidade, que acompanhou a intervenção e fez questão de levar ao quartel um documento assinado e autenticado em cartório, "reconhecendo a ação heroica do policial", disse a PM.

Como se prevenir de ataques de abelhas?

O risco de acidente pode ser reduzido seguindo-se recomendações simples. Tanto abelhas como marimbondos são atraídos por sons, odores e cores, portanto:

• Sons de motores de aparelhos de jardinagem, por exemplo, exercem extrema irritação em abelhas. O mesmo ocorrendo com som de motores de popa;

• No campo, o trabalhador deve atentar para a presença de abelhas, principalmente no momento de arar a terra com tratores;

• Cores berrantes em geral, e odores, exercem alta atração sobre esses animais. Desta forma, em regiões com alta atividade de abelhas, evitá-los constitui boa medida de prevenção dos acidentes;

As retiradas de colmeias devem ser feitas preferencialmente à noite ou ao entardecer, quando os insetos estão calmos, com roupa protetora e, principalmente, por profissional competente; evitar caminhar e correr na rota de voo percorrida pelas vespas e abelhas.

Reações decorrentes da picada de abelhas

As reações tóxicas locais decorrentes da picada de abelhas estão associadas à dor, edema e eritema. Em casos de múltiplas picadas, podem ocorrer manifestações sistêmicas, devido à grande quantidade de veneno inoculada. Nesse caso, os sintomas são pruridos, rubor, calor generalizado, pápulas, placas urticariformes, hipotensão, taquicardia, cefaleia, náuseas e/ou vômitos, cólicas abdominais e broncoespasmos. Em casos mais graves pode ocorrer choque, insuficiência respiratória aguda, rabdomiólise e insuficiência renal aguda.

As manifestações alérgicas locais são caracterizadas por um edema que persiste por alguns dias. As reações alérgicas sistêmicas podem variar de urticária generalizada e mal-estar até edema de glote, broncoespasmos, choque anafilático, queda da pressão arterial, colapso, perda da consciência, incontinência urinária e fecal e cianose.

Primeiros socorros em caso de picadas de abelha

Não realizar procedimentos caseiros e procurar, imediatamente, o serviço de saúde local para encaminhamento à Unidade de Atendimento de Acidentes por Animais Peçonhentos do município ou do estado.

A remoção dos ferrões pode ser feita raspando-se com lâminas, evitando-se retirá-los com pinças, pois estas podem provocar a compressão dos reservatórios de veneno, o que resulta na inoculação do veneno ainda existente no ferrão. Após 2 minutos do acidente, todo o veneno presente na glândula já foi inoculado, sendo irrelevante a forma como o ferrão é retirado da vítima.

Caso o acidente tenha sido causado por múltiplas picadas, levar o acidentado o mais brevemente possível para um posto de saúde. Se possível remover os ferrões que ficaram presos à pele e usar compressas de água fria para aliviar a dor. Não há soroterapia para o caso de acidentes por abelhas e o tratamento é sintomático. As informações são do Ministério da Saúde.

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