FERIMENTO

Motociclista é vítima de linha com cerol na BR-101 e é hospitalizado

O homem de 32 anos trafegava nas proximidades do Jordão, na Zona Sul do Recife, e sofreu um corte profundo no pescoço. Estado de saúde dele é grave

JC Online
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Publicado em 10/11/2017 às 19:49
Foto: Secretaria Estadual de Saúde
O homem de 32 anos trafegava nas proximidades do Jordão, na Zona Sul do Recife, e sofreu um corte profundo no pescoço. Estado de saúde dele é grave - FOTO: Foto: Secretaria Estadual de Saúde
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Um motociclista foi atingido por uma linha com cerol enquanto trafegava pela BR-101, no Jordão, Zona Sul do Recife, nesta sexta-feira (10). Adalberto Fernando, de 32 anos, seguia sentido Prazeres, em Jaboatão dos Guararapes, e sofreu um corte profundo no pescoço.

Logo após o acidente, a vítima foi levada para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Lagoa Encantada, localizada no Ibura, também na Zona Sul do Recife. Em seguida, o motociclista foi transferido para a sala vermelha do Hospital Getúlio Vargas (HGV), no Cordeiro, Zona Oeste da capital. O estado de saúde dele é considerado grave.

Como evitar acidentes com cerol

O cerol é a mistura de cola e vidro moído usada para cortar a linha de outras pipas. A substância se torna uma arma contra o motociclista quando a linha fica atravessada na rua. O piloto pode esbarrar no fio cortante e sofrer graves ferimentos,principalmente, na região do peito e pescoço. O problema é antigo. E, apesar de proibido o seu uso, persiste.

O médico João Veiga, coordenador do Comitê de Prevenção aos Acidentes com Motos em Pernambuco, explica que a linha com cerol pode atingir partes vitais como veias e artérias. “Todo esse sistema circulatório está ligado ao cérebro por isso o acidentado – quando não morre por hemorragia – tem muita possibilidade de ficar com sequelas neurológicas como perda da fala ou paralisia facial”, afirma o médico.João Veiga diz que todo motociclista deveria lembrar que a pipa faz parte da cultura de Pernambuco e que o uso do cerol é algo comum sobretudo nos bairros de periferia. Daí o motociclista deveria adotar medidas para escapar do problema. Na opinião dele, o capacete e a antena corta-pipa deveriam ser itens obrigatórios de quem pilota. Ele lembra que existe uma versão industrializada da linha bem perigosa. A linha chilena, que recebe mistura de cola e pó de quartzo com óxido de alumínio, tem o mesmo efeito do cerol.

Antena corta-pipa

A proteção para esse tipo de risco é barata e fácil de encontrar. A antena corta-pipa, vendida em lojas de acessórios para motos, custa entre R$ 5 e R$ 60, dependendo do modelo. As mais baratas são feitas de aço e ficam fixas. Os modelos mais caros são fabricados em alumínio e são do tipo retrátil, ou seja, podem ser embutidas quando não estão em uso. A mais vendida custa cerca de R$ 25 é do tipo retrátil. Trata-se de uma antena semelhante às antigas antenas de rádio. Elas são instaladas à frente do guidão da moto e tem a função de segurar e partir a linha de cerol que esteja atravessada na via antes que ela atinja o pescoço do motociclista.

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