PASSAGEM DE ÔNIBUS

'Débito que o governo está tentando pagar', Frente de Luta pelo Transporte Público sobre o não aumento da passagem de ônibus

O representante afirmou que o movimento ainda vai lutar para que Paulo Câmara cumpra outras promessas de campanha relacionadas ao transporte público

Thalis Araújo
Thalis Araújo
Publicado em 16/01/2020 às 21:27
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Foto: Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem
O representante afirmou que o movimento ainda vai lutar para que Paulo Câmara cumpra outras promessas de campanha relacionadas ao transporte público - FOTO: Foto: Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem
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Nesta quinta-feira (16) foi anunciado pelo governador Paulo Câmara (PSB) que não haverá aumento nas passagens de ônibus, e o coordenador da Frente de Luta pelo Transporte Público, Márcio Moraes, disse, em entrevista ao Jornal do Commercio, que o não reajuste é apenas uma forma que o governo encontrou de devolver à população o que, segundo Márcio, foi tirado anteriormente. "O governo está fazendo agora é mais do que uma obrigação dele de devolver para a população aquilo que foi tirado lá atrás. A gente não entende isto como um 'gesto de bondade' ou, até mesmo, de querer beneficiar o povo. Ele [o governador] está fazendo a obrigação dele, de defender os interesses do povo", explicou o representante, citando algumas promessas de campanha do governador Paulo Câmara, como a tarifa única e a retirada do anel B. "Tudo isso foi promessa dele. Nós vamos lutar para que isso venha acontecer, porque promessa tem que ser cumprida", argumentou.

>>  Assim como agora, em 2018, ano de eleição, Paulo Câmara também barrou aumento da passagem de ônibus

Para Morais, é possível haver uma melhoria no transporte público sem o aumento da passagem. "Nós temos números que mostram que os lucros dos empresários são absurdos. Como não existe uma fiscalização por parte do Consórcio Grande Recife, eles [os empresários] não investem. Nós tivemos uma vitória, que foi a questão do ar condicionado nos ônibus depois de muita luta", disse.

Avaliação sobre o transporte público

Citando a pesquisa do aplicativo de mobilidade Urbana, Moovit, que revelou que os passageiros do Recife são os que passam mais tempo esperando pelo transporte público, Márcio avaliou a mobilidade urbana como de péssima qualidade. "Nos ônibus, continua havendo casos de assédio sexual, os idosos não são respeitados. Cada dia mais, estão fazendo uma ''gaiola'' para que eles [os idosos] não tenham direitos. Os cadeirantes continuam com dificuldades por conta do elevador que não funciona. Os assaltos continuam crescendo. São várias situações que a gente pode usar para ver que o transporte não melhorou em nada", concluiu.

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