As buscas pela menina Júlia, que foi levada pelo pai sem autorização, foram complicadas e envolveu autoridades de diversos estados do Brasil. Encontrar Júlia só foi possível graças a uma denúncia anônima, reforçando a importância de conscientizar a população a denunciar às autoridades sempre que presenciar algo suspeito. Depois de quase duas semanas desaparecida, a pequena Júlia Cavalcanti Alencar finalmente foi resgatada no último sábado (23), no Estado do Amapá. Em entrevista na redação do Jornal do Commercio, a delegada Gleide Ângelo, responsável pelo caso, alertou para a importância de se criar campanhas de busca por desaparecidos, com muitas imagens e telefone para contato, como aconteceu no caso de Júlia.
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De acordo com Gleide Ângelo, as buscas só tiveram início após ligação de uma mulher que havia viajado para o Rio Grande do Norte no mesmo ônibus que Júlia e o pai, Janderson Salgado Alencar. De lá, os dois ainda passaram pelos estados do Ceará, Maranhão e Pará.
A delegada também reforçou a importância de fazer denúncias. “A gente sempre coloca o Disque Denúncia, porque tem gente que tem medo, que tem esse receio, no Disque Denúncia o anonimato é garantido. É importante, tudo começou [as buscas] a partir da denuncia dessa mulher. A denúncia é importantíssima nesses casos”, disse.
Confira a entrevista:
Em Pernambuco, denúncias podem ser feitas ao Disque Denúncia através do telefone (81) 3421-9595 ou pela internet.