Crime

Mais de 50 noivos acusam decorador de festas de calote no Recife

Somados, valores perdidos em contratos podem chegar a R$ 600 mil. Três festas seriam realizadas este fim de semana

JC Online
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Publicado em 12/11/2016 às 19:08
Fotos: Ricardo B. Labastier
Somados, valores perdidos em contratos podem chegar a R$ 600 mil. Três festas seriam realizadas este fim de semana - FOTO: Fotos: Ricardo B. Labastier
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O casamento dos sonhos de pelo menos 50 casais da Região Metropolitana do Recife (RMR) foi ameaçado na última sexta-feira (11). Através de um comunicado enviado a alguns clientes, o decorador de eventos Cleitson Pereira informou que "por falta de recursos" não poderia mais prestar os serviços contratados. Depois disso, o empresário que atua no mercado há mais de 15 anos não foi mais encontrado. A estimativa é que os prejuízos somados possam chegar a R$ 600 mil. Cleitson tinha agendado três casamentos neste fim de semana.

Um grupo de cerca de 25 casais se reuniu na tarde deste sábado (12) para registrar a ocorrência e prestar queixa na Delegacia de Boa Viagem, Zona Sul do Recife. "Entramos em contato com o advogado que emitiu o comunicado, mas nem ele parece saber bem o que aconteceu. Não há processo de recuperação judicial, então o indício é mesmo de estelionato", explica a advogada do grupo, Maria Thereza Diniz, que também é uma das noivas lesadas.


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Avogada Maria Thereza defende que crime seja enquadrado como estelionato

O delegado de plantão, Paulo Medeiros, que registrou o caso, confirmou que há indícios de estelionato. "As investigações é que irão determinar se foi um crime de consumo ou estelionato, mas temos elementos para considerar essa última possibilidade", comentou Medeiros. O caso será conduzido pelo delegado Carlos Couto. 

Os contratos variavam entre R$ 8 e R$ 14 mil e a forma de pagamento era acordada de forma individual. "Ele costumava dar descontos altos para quem pagasse à vista. Ficamos sabendo que recentemente ele chegou a entrar em contato com algumas noivas pedindo adiantamento", conta a arquiteta Larissa Estima. 

"Há duas semanas ele marcou uma reunião com a minha noiva e pediu que fosse em um restaurante dizendo que seu escritório estava passando por uma pintura. Depois da notícia, um dos casais foi até o escritório e descobriu que ele havia devolvido a sala há mais de um mês", diz o consultor Victor Gisi, que chegou a pagar R$ 9 mil ao decorador e está com o casamento marcado para o dia 8 de dezembro. 

COMUNICADO

A reportagem tentou entrar em contato com os advogados da Carvalho & Viana - que emitiram o comunicado da suspensão da prestação dos serviços -, mas não obteve retorno. Confira abaixo o comunicado enviado aos noivos:


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