CRÍTICA

Getúlio é a atração da segunda noite do Cine PE

Filme acompanha os últimos dias do ex-presidente Vargas no poder

Ernesto Barros
Ernesto Barros
Publicado em 27/04/2014 às 6:01
Bruno Veiga/Divulgação
Filme acompanha os últimos dias do ex-presidente Vargas no poder - FOTO: Bruno Veiga/Divulgação
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O longa-metragem Getúlio ganha uma exibição especial neste domingo (27/04), na segunda noite do 18º Cine PE: Festival do Audiovisual. Quinta-feira, no Dia do Trabalho, o filme é lançado em circuito nacional. A data foi escolhida justamente para aproximar o legado do ex-presidente Getúlio Vargas junto aos trabalhadores brasileiros. Afinal, foi em seu governo que foram criados o salário mínimo, a jornada de trabalho de oito horas diárias e o direito a férias anuais remuneradas, entre outros.

O poder de atração dessa trágica página da história brasileira, que resultou no suicídio de Vargas, em 14 de agosto de 1954, sempre foi grande. Seja em livros, documentários e programas de TV, o tema cala fundo no coração dos brasileiros. 

Agora é o cinema que lança luzes nesse intrincado drama político. O diretor carioca João Jardim, mais conhecido pelos documentários Janela da alma e Pro dia nascer feliz, mostra-se bastante eficiente em seu primeiro longa de ficção. Acertou principalmente na escolha do grande elenco, formado por Tony Ramos, Alexandre Borges, Drica Moraes, Thiago Justino, Adriano Garib, Marcelo Médici, Leonardo Medeiros, Fernando Eiras, Jackson Antunes e Clarice Abujamra, entre outros.

Tony Ramos não está menos do que perfeito na recriação do ex-presidente, da caracterização física ao silêncio que se impõe no isolamento do poder. O ator paulista dá a exata dimensão de humanidade e fraqueza que o personagem necessita.

Acossado pela oposição, Vargas entra em derrocada quando o chefe de sua guarda pessoal, o tenente Gregório Fortunato (Justino) toma suas dores e atenta contra a vida do jornalista Carlos Lacerda (Borges), na noite de 5 de agosto de 1954, em frente ao prédio onde ele morava, na Rua Toneleros, em Copacabana. Na escaramuça, Lacerda leva um tiro no pé e o major Rubens Vaz, que cuidava de sua segurança, é assassinado.

Até o dia 24, Vargas viveu 19 dias de angústia e desespero. Ao saber que as investigações levavam fatalmente para ordens saídas do Palácio do Catete, residência oficial do então presidente, ele reconhece os estragos do ato: “Este tiro no pé de Lacerda acertou o meu governo”, lamenta. Sozinho, desconfia de tudo e todos, dos familiares aos ministros, mas sem força para impedir o que lhe parece inevitável. Para a filha Alzira (Drica), diz que não rasgará mais uma Constituição para ficar no poder: “Já rasguei duas, Não posso fazer isso de novo”. 

Leia a matéria completa na edição deste domingo (27/04) no Caderno C, do Jornal do Commercio.

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