Alvo de críticas por especial de Natal, Porta dos Fundos tem sede atacada no Rio

Sede da produtora teve sua fachada atingida por coquetéis molotov

Foto: Netflix/Divulgação
Sede da produtora teve sua fachada atingida por coquetéis molotov - FOTO: Foto: Netflix/Divulgação

Alvo de críticas desde o lançamento do filme "A Primeira Tentação de Cristo" na Netflix, o canal Porta dos Fundos foi alvo de um atentado na madrugada desta terça-feira, 24, véspera de Natal, no Rio. Localizada no Humaitá, na Zona Sul, a sede da produtora teve sua fachada atingida por coquetéis molotov, informou a assessoria de imprensa do grupo.

O caso está sendo investigado pela 10ª DP (Botafogo), onde foi registrado como crime de explosão. Um dos seguranças conseguiu controlar o princípio de incêndio e não houve feridos. O ataque ocorreu por volta das 4h.

Em nota, o grupo diz que o "Porta dos Fundos condena qualquer ato de violência e, por isso, já disponibilizou as imagens das câmeras de segurança para as autoridades" e que espera que os responsáveis pelos ataques "sejam encontrados e punidos".

O comunicado diz ainda que o Porta dos Fundos voltará a se manifestar quando tiver mais detalhes. Seus integrantes afirmam que seguirão em frente, "mais unidos, mais fortes, mais inspirados e confiantes que o país sobreviverá a essa tormenta de ódio e o amor prevalecerá junto com a liberdade de expressão"

Especial de Natal

O especial de Natal 2019 do Porta dos Fundos tem sido criticado pela forma como retrata Jesus. Interpretado por Gregório Duvivier, ele estaria em um relacionamento com outro homem. No filme, o personagem é surpreendido por uma festa, em que é revelado que ele é filho de Deus e foi adotado por José e Maria.

Um abaixo-assinado online pediu a retirada do programa da Netflix. Há ainda ações judiciais tentando fazer o mesmo. Na última quinta-feira, 19, a Justiça do Rio negou um pedido de liminar para que o especial de Natal do Porta dos Fundos fosse removido do site de streaming.

Segundo a decisão da juíza Adriana Sucena Monteiro Jara Moura, não há motivos para que a obra seja retirada do ar. Uma série de decisões semelhantes foram proferidas nos últimos dias, tanto no Rio quanto em São Paulo. Segundo a juíza, uma decisão diferente seria "inequivocamente censura decretada pelo Poder Judiciário"

Logo que a polêmica teve início o ator e apresentador do grupo Fabio Porchat fez uma publicação no Twitter rebatendo as críticas à produção: "Gente, pode deixar que eu me resolvo com Deus, tá de boas, não precisa se preocupar não. Agora pode voltar a se indignar com a desigualdade que destrói nosso País. Mas tem que se indignar com o mesmo fervor, tá?", disse.

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