ABRIL PRO ROCK

Principal nome do APR, Suicidal Tendencies já foi investigado pelo FBI

O serviço secreto americano veio pedir explicações do vocalista pela música 'I Shot Reagan'

GG ALBUQUERQUE
GG ALBUQUERQUE
Publicado em 28/04/2017 às 12:29
Foto: Suicidal Tendencies
O serviço secreto americano veio pedir explicações do vocalista pela música 'I Shot Reagan' - FOTO: Foto: Suicidal Tendencies
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O nome mais aguardado desta edição do Abril Pro Rock é uma banda formada em 1981 que teve várias mudanças de formação e passou por dois hiatos. Mas a Suicidal Tendencies garante que vem com gás total para o show de Recife - curiosamente, a banda deveria ter tocado no APR em 1998, mas cancelou de última hora. Para pegar o público de hoje, a banda conta com um reforço de peso: o baterista Dave Lombardo, ex-Slayer, que está excursionando com a banda e gravou o álbum World Gone Mad (2016).

“A diferença entre o Suicidal dos anos 1980 e o atual é que somos uma banda muito melhor e sabemos o que estamos fazendo e por que estamos fazendo. Podemos provar toda noite que somos uma ótima banda”, diz o vocalista Mike Muir, único integrante da formação original.

POSICIONAMENTO POLÍTICO

Uma das músicas mais conhecidas da banda é I Shot The Devil, de seu álbum de estreia. Faixa originalmente iria se chamar I Shot Reagan e rascunhos da letra da música foram divulgados na imprensa, o que gerou uma transtorno com o FBI. “Alguém disse que mudamos o nome depois do FBI entrar em contato, mas isso é falso. O Serviço Secreto veio à minha casa uns seis ou sete meses depois de termos gravado o disco. Me mandaram fazer uma análise de caligrafia e liberar o meu histórico de saúde mental, que não tinha nada. Também me mandaram notificar quando eu fosse a Washington (onde fica a Casa Branca)”, conta Mike.

O ativismo e rebeldia punk também continua no ST de 2017, como se ouve nas músicas One Finger Salute, The New Degeneration e World Gone Mad, que abordam corrupção, tirania, abuso de poder e violência. Apesar de não ver Trump com bons olhos, Mike afirma que o novo álbum não é uma resposta específica ao conservadorismo do presidente norte-americano.

“Para o Suicidal não é uma política do que está acontecendo no mundo, é uma política do âmbito pessoal. Tentamos fazer com que a pessoa venha antes da política. O que está errado com os políticos é que eles querem que você os siga, eles querem poder e não que você tenha força para acreditar em si mesmo e seguir o próprio caminho”, defende.

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